Relator diz que ‘não foi procurado’ pelo governo para resolver Orçamento
Em live de VEJA, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) defendeu também um 'acordo definitivo' entre os Três Poderes sobre as emendas parlamentares
O relator do Orçamento de 2025, senador Angelo Coronel (PSD-BA), reclamou, em entrevista ao programa Ponto de Vista, de VEJA, que “não foi procurado” pela equipe econômica para tratar dos ajustes no texto a ser votado. A expectativa é que a matéria seja apreciada no dia 10 de março. O parlamentar também pediu um “acordo definitivo” entre os Três Poderes sobre as emendas parlamentares.
“Eu não tive nenhuma audiência, nenhum encontro com a equipe econômica do governo pra tratar da peça orçamentária”, afirmou Coronel. “Como ainda temos alguns dias pela frente, eu espero que venha algum membro da equipe econômica aqui no gabinete. Estou à disposição pra tratar de todo tema do Orçamento, pra ajustar o que precisa ser ajustado, porque eu quero pacificar os Poderes. Não adianta ninguém se achar mais importante ou menos importante do que outro, porque aí fica nesse impasse que não chegaremos a lugar algum”, completou o senador, que também tratou da crise das emendas.
“Hoje as emendas representam menos de 1% do Orçamento geral da União. Não é nada fora da realidade. É uma coisa que já existe. Nós fizemos alguns ajustes. Nós ampliamos a rastreabilidade, ampliamos a transparência. Mas o que nós queremos é que se faça um acordo definitivo entre os Três Poderes para não ficar nenhum poder querendo interferir o outro. O recado dos dois presidentes eleitos da Câmara e do Senado é esse, que não dá pra ficar um Poder entrando na área do outro. A Constituição é clara: harmonia e independência. Harmonia a gente consegue aos poucos, mas independência não está tendo”, criticou.
“Antes de votar esse Orçamento, que a gente tenha realmente esse acordo com o Supremo e com o Executivo para ver o rito no pagamento dessas emendas pra evitar uma demanda judicial como foi o ano passado. Eu acho que nós temos que acabar com essa beligerância entre os Três Poderes para que a gente possa pacificar o Brasil e a gente dê governabilidade com mais tranquilidade. Do jeito que tá, aumenta essa beligerância entre os Poderes”, concluiu.
Sobre a live
O programa, apresentado por Marcela Rahal, também vai abordar as principais notícias do dia com o colunista do Radar Robson Bonin.
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