A nova rodada da pesquisa Paraná Pesquisas, analisada no programa Ponto de Vista, reforça um cenário que começa a se cristalizar na corrida presidencial: o presidente Lula lidera o primeiro turno, mas enfrenta adversários competitivos no segundo, enquanto a direita segue dividida e sem um nome consensual (este texto resume trechos do vídeo acima).No cenário estimulado sem Tarcísio de Freitas, Lula aparece com 39,8% das intenções de voto, seguido de Flávio Bolsonaro, que alcança 33,1%. Os demais candidatos surgem bem atrás: Ratinho Júnior soma 6,5%, Ronaldo Caiado 3% e Romeu Zema 2,8%.Por que Flávio Bolsonaro cresce tão rápido?Segundo o colunista Mauro Paulino, o avanço do senador está diretamente ligado à força da 'marca' Bolsonaro. Na pesquisa estimulada — quando os nomes são apresentados ao entrevistado — Flávio salta em relação à espontânea e chega rapidamente a um patamar competitivo.“O sobrenome Bolsonaro tem um poder de transmissão de votos quase automático”, analisou Paulino. Mesmo com uma candidatura lançada de forma improvisada e sem um grande evento midiático, Flávio saiu de 19% em outubro para mais de 33% em apenas três meses.Esse cenário aponta para um segundo turno inevitável?Para Paulino, sim. Diferentemente de levantamentos recentes que indicavam a possibilidade de vitória de Lula ainda no primeiro turno, a pesquisa Paraná Pesquisas mostra um quadro mais apertado. Se a eleição fosse hoje, a disputa caminharia para um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.O dado reforça a leitura de que, apesar da vantagem do presidente, não há espaço confortável para uma definição antecipada da corrida.O que muda quando Tarcísio entra no jogo?Em um segundo cenário estimulado, agora sem Flávio Bolsonaro e com Tarcísio de Freitas, Lula aparece com 40,7% e o governador paulista alcança 27,5%. Ronaldo Caiado soma 6,6% e Romeu Zema chega a 4,4%.Paulino observa que esses números revelam outro problema estrutural da direita: a fragmentação. Parte dos votos de Caiado e Zema tende a migrar para Tarcísio em um eventual segundo turno, mas no primeiro turno eles contribuem para pulverizar o campo oposicionista.A direita corre o risco de se dividir demais?A pesquisa sugere que sim. A ausência de um nome claramente apoiado por todo o campo conservador dificulta a consolidação de uma candidatura forte já no primeiro turno. Enquanto isso, Lula segue em campanha aberta, com a visibilidade e os instrumentos do cargo.A direita, por sua vez, ainda precisa nacionalizar seus candidatos, estruturar programas e definir qual será, de fato, o nome apoiado pelo bolsonarismo.Como ficam as simulações de segundo turno?Nos cenários de segundo turno, a disputa se mostra extremamente apertada. Lula aparece com 44,8% contra 42,2% de Flávio Bolsonaro. Contra Tarcísio, o placar é semelhante: 43,9% a 42,5%. Já contra Ratinho Júnior, Lula marca 44,7%, enquanto o adversário soma 38,9%.Para Mauro Paulino, esses números indicam uma eleição emocionalmente intensa e polarizada. “É a perspectiva de um país fraturado, com metade votando mais à esquerda e metade mais à direita”, avaliou.Ainda há espaço para uma terceira via?Na avaliação do colunista, a resposta é negativa. A eleição tende a se organizar em torno de Lula versus o candidato apoiado por Jair Bolsonaro, seja ele Flávio ou outro nome. A terceira via, mais uma vez, aparece sem musculatura suficiente para se consolidar.Com Lula já em campanha e a oposição atrasada na definição de rumos, o cenário aponta para uma disputa direta, polarizada e decidida nos detalhes — como ocorreu na última eleição presidencial.VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.