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Como emagrecer com saúde: oito conselhos dos especialistas

As orientações que podem ajudar (e muito) na hora de enfrentar a dieta e fazer com que seus efeitos durem

Por Luisa de Oliveira
Atualizado em 14 jan 2018, 17h07 - Publicado em 9 jan 2018, 12h30
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  • Alguns macetes, como praticar treinos de alta intensidade e priorizar comida caseira, podem ajudar bastante na hora de enfrentar a perda de peso. (Istock/Getty Images)

    VEJA ouviu profissionais, entre endocrinologistas, nutrólogos e nutricionistas para definir as principais orientações de como emagrecer — a evitar o efeito sanfona das dietas.

    Motivação: “É o mais importante”, elege o endocrinologista Paulo Rosenbaum, médico do Hospital Albert Einstein, na capital paulista. “Para mudar de hábito, é preciso ter um objetivo. Como a moça que vai se casar e começa uma dieta para, em seis meses, entrar no vestido e ficar bem na foto”, exemplifica.O especialista considera fundamental estabelecer uma meta “e correr atrás”. É necessário, porém, definir objetivos realistas, para não cair na frustração. Como não se espelhar em atrizes e modelos das capas de revista. “Elas vivem para isso, é o trabalho delas”, comenta o médico. “Uma pessoa de 40 ou 50 anos não vai chegar ao peso que tinha aos 20, mas vai emagrecer e deve comemorar toda conquista”, ressalta Rosenbaum.

    Alta intensidade: “Não existe receita de bolo. Cada pessoa é uma pessoa”, adverte o médico Renato Lobo, pós graduando em Nutrologia com atuação em emagrecimento, ganho de massa muscular e desempenho esportivo. “Mas recomendo fazer exercícios de alta intensidade, o HIIT”, diz, referindo-se à sigla de High Intensity Interval Training, em português, Treino Intervalado de Alta Intensidade”.O especialista ressalta que os exercícios também criam músculos, que dão o contorno ao corpo e acabam por acelerar o metabolismo. “Um quilo de músculo gasta mais energia do que um quilo de gordura”, explica.

    Atividade: Nem todos gostam ou podem fazer exercícios de alta intensidade. Isso não significa, porém, ficar parado. “É preciso fazer no mínimo 150 minutos de atividade física por semana”, prescreve o endocrinologista Marcio Mancini chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Meia hora por dia de caminhada rápida. Aquela em que você fica fatigado, mas ainda consegue conversar”, explica.Os mais atarefados podem dividir a meia hora em duas caminhadas de 15 minutos no mesmo dia. O exercício deve vir acompanhado de refeições organizadas. “Comer demais à noite é ruim. O ser humano foi feito para comer de dia e dormir à noite”, alerta.

    Acupuntura: As agulhas podem ser importantes aliadas. “A obesidade é multifatorial e como acupuntura visa o equilíbrio do paciente, melhorar sua saúde, ajuda no emagrecimento daqueles que estão acima do peso”, conta a médica Lina Konno Ishida, acupunturista do Hospital Santa Catarina.Depois de alcançado o equilíbrio, também é possível fazer um trabalho mais direto, atuando em pontos específicos para o emagrecimento. “Ao trabalhar com os meridianos e tratar os órgãos que estão em desequilíbrio, podemos diminuir a ansiedade e aumentar o metabolismo”, explica Lina.

    Decisões simples: “Fuja das promessas milagrosas”, alerta a endocrinologista Maria Edna de Melo, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). “Não existe milagre ou magia. É preciso ter um balanço energético negativo, ou seja, diminuir a ingestão de calorias e gastar mais”, lembra. E para isso dar certo, é importante prestar atenção já na hora das compras.A ida ao supermercado é ritual fundamental para o sucesso de uma dieta. “O que a gente vê em casa, a gente vai comer. Se comprar leite condensado, vai acabar consumindo”, lembra a médica, que recomenda a compra de frutas e verduras. “O importante é simplificar. Comer arroz, feijão, salada e legumes, e no lugar da linguiça voltar a fazer um franguinho”.

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    Comida caseira: Fazer as pazes com a comida. Esse é o conceito que rege o trabalho da nutricionista Sophie Deran, coordenadora do Projeto Genética de Transtornos Alimentares AMBULIM / Laboratório de Neurociências do Hospital das Clínicas. “Faça uma alimentação consciente, com alimentos caseiros”, indica a profissional. “Tome um bom café da manhã, almoce comida fresca, faça um lanche da tarde e o jantar”, continua.Sophie recomenda comer o que chama de “alimentos verdadeiros”, como arroz e feijão, dupla que considera excelente, e fugir dos processados. “O certo é comprar e cozinhar coisas simples e alimentos in natura, que são mais complexos para digerir”.

    Equilíbrio: Nada de exclusões. Essa é a receita da nutricionista Monica Beyrute, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). “Retirar da alimentação algo que a pessoa gosta e tem o hábito de consumir, pode ser o primeiro passo para que a dieta não tenha adesão”, alerta.“Ao invés de proibir, é importante emagrecer aprendendo a comer o que gosta, mesmo que seja de vez em quando”, libera. Isso porque quanto mais se priva uma pessoa, mais ela pensa no que não pode comer. “Cedo ou tarde, ela vai ceder à tentação. Por isso, é importante emagrecer com um plano alimentar equilibrado, que respeite as preferências de cada um e se transforme em hábito para o resto da vida”, ensina.

    Meditação: O conceito de mindfulness, que trabalha técnicas que levam à atenção com você e à sua volta, também é um aliado do emagrecimento. Ele é a base do Mindful Eating, trabalho que, por meio de autoconhecimento e sensibilização ao momento presente, promove a consciência da maneira como nos alimentos e do nosso relacionamento com a comida.“É uma maneira de levar a atenção para a alimentação, de ajudar a entender o que está acontecendo com você naquele momento”, explica a psicóloga Janice Rico Cabral, instrutora da técnica. “Entramos em contato com a essência do que nos leva à compulsão ou à dependência a determinado alimento e a todo o encadeamento que se desenvolve quando comemos sem atenção e no automático”, continua. Por que abri a geladeira? Estou mesmo com fome? Qual alimento que meu corpo precisa agora? Essas são algumas das perguntas que passam a fazer parte do dia a dia. Saber as respostas é um excelente caminho para tomar plena consciência de sua alimentação e escolher o que faz bem.

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