Separados pela guerra, gêmeos palestinos têm reencontro emocionante; assista
Irmãos se reuniram após governo israelense liberar via de acesso ao norte de Gaza, permitindo que milhares de pessoas voltassem para suas casas

Mahmoud e Ibrahim al-Atout não se viam há mais de um ano. Separados após o início da guerra entre o Hamas e Israel, em 7 de outubro de 2023, Ibrahim foi deslocado para o sul da Faixa de Gaza, enquanto Mahmoud permaneceu no norte do enclave, onde as forças israelenses deixaram um rastro de devastação.
No início deste mês, veio o tão esperado cessar-fogo, mais de 15 meses após o começo do conflito. Após a libertação de sete reféns israelenses pelo Hamas, de um total de 33 que ainda serão soltos na primeira fase do acordo, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) liberaram acesso ao corredor Netzarim na segunda-feira 27, uma via que conecta os extremos sul e norte do enclave, permitindo que milhares de palestinos voltassem para suas casas.
Estima-se que cerca de 650 mil pessoas tenham sido deslocadas apenas do norte de Gaza durante a guerra. Autoridades locais afirmaram que, só na segunda-feira, 200 mil palestinos fizeram o trajeto pela praia ou pela estrada Salah al-Din, entre eles os gêmeos al-Atout.
Após um ano separados, os gémeos palestinianos Mahmoud e Ibrahim Al-Attout reuniram-se na segunda-feira, quando Ibrahim foi deslocado para o sul de Gaza.pic.twitter.com/oOe3L23r5N
— Mundo Vivo (@mundo__vivo) January 27, 2025
O reencontro foi registrado na Cidade de Gaza, no norte do território. No momento em que se viram, os dois se sentaram no chão e se abraçaram, enquanto choravam.
“Meu irmão, eu senti tanta a sua falta. Deus, como eu senti sua falta”, disse Mahmoud chorando. Depois, Ibrahim se ajoelhou para rezar e colocou o rosto no chão. Ele agradeceu a Deus por estar de volta à cidade e por reencontrar o irmão.
Apesar do clima de alívio e esperança, estima-se que os moradores da Cidade de Gaza e de outras áreas no norte do enclave precisariam de 135.000 tendas e caravanas, devido à destruição de aproximadamente 90% de todos os edifícios na região.
Enquanto isso, a ameaça de novos combates e bombardeios não desapareceu. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, alertou na segunda-feira que os militares continuariam a aplicar rigorosamente os termos do cessar-fogo.
“Qualquer um que quebre as regras ou ameace as forças (israelenses) pagará um preço alto”, escreveu ele no X, antigo Twitter. “Não permitiremos um retorno à realidade pré-7 de outubro”, completou.