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Governo eleva classificação indicativa do YouTube para 16 anos

Mudança ocorre após reuniões do Ministério da Justiça com as big techs para implementação do ECA Digital

Por Bruno Caniato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 Maio 2026, 14h57
Governo eleva classificação indicativa do YouTube para 16 anos Priorizar nos meus resultados Google

O governo federal decidiu elevar de 14 para 16 anos de idade a classificação indicativa para uso do YouTube. A mudança foi determinada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 5.

Na prática, a nova regra obriga o YouTube, bem como todas as lojas virtuais onde o aplicativo pode ser baixado, a exibir o selo oficial de não-recomendação para menores de dezesseis anos. A plataforma continua acessível a usuários a partir de treze anos de idade, ou crianças abaixo desta faixa etária com consentimento dos pais ou responsáveis.

Segundo a portaria publicada pelo ministério, o YouTube passa a ser oficialmente descrito como uma mídia onde circula material de natureza sexual, uso de drogas, linguagem imprópria e violência extrema, além de oferecer publicidade, compras online, recomendação de conteúdo via algoritmo e canais diretos de interação entre usuários.

A decisão de elevar a classificação indicativa ocorre na esteira de uma série de reuniões realizadas entre o Ministério da Justiça e as redes sociais ao longo de abril, que representa o primeiro mês de vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA Digital). Além do YouTube, o comitê ministerial teve audiências com representantes da Meta (controladora do Facebook e Instagram), Twitch, Kwai e TikTok.

A reportagem de VEJA entrou em contato com o YouTube e o Ministério da Justiça sobre os efeitos da nova regra, bem como a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão regulador do ECA Digital, e aguarda retorno dos questionamentos.

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Governo revisou classificação etária de redes sociais e jogos em abril

Também em abril, após as reuniões com representantes das big techs, o Ministério da Justiça publicou uma revisão em massa das classificações indicativas de redes sociais e jogos eletrônicos.

Depois das revisões, as classificações para as redes sociais ficaram da seguinte forma:

  • Kwai: 16 anos (era 14 anos)
  • TikTok: 16 anos (era 14 anos)
  • Instagram: 16 anos (não mudou)
  • LinkedIn: 16 anos (era 12 anos)
  • WhatsApp: 14 anos (era 12 anos)
  • X (Twitter): 18 anos (não mudou)
  • Pinterest: 16 anos (era 12 anos)
  • Messenger: 14 anos (era 12 anos)
  • Threads: 16 anos (não mudou)
  • Reddit: 18 anos (não mudou)
  • Discord: 18 anos (não mudou)
  • Poosting: 18 anos (não mudou)
  • Twitch: 18 anos (não mudou)
  • Snapchat: 16 anos (era 12 anos)
  • Bluesky: 18 anos (não mudou)
  • Quora: 18 anos (era 12 anos)
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Os jogos virtuais também tiveram as classificações alteradas conforme a presença de canais de interação entre usuários, mecanismos de engajamento contínuo (incentivo ao uso ininterrupto) e venda de caixas de recompensas (lootboxes) aos jogadores.

Ao fim da revisão, jogos como Roblox, Fortnite e Free Fire receberam as classificações indicativas de 16 anos de idade, enquanto videogames de esportes, como EA Sports FC 26, WWE 2k26 e NBA 2k26 passaram a ser não recomendados a menores de 18 anos. O jogo Minecraft, popular entre crianças, teve a classificação alterada de idade livre para maiores de 14 anos.

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