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Cálcio e vitamina D: estudo põe à prova combinação de suplementos; veja resultado

Segundo pesquisadores, suplementação de vitamina D, com ou sem cálcio, tem sido amplamente recomendada para prevenir fraturas e quedas

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jul 2026, 15h30
Cálcio e vitamina D: estudo põe à prova combinação de suplementos; veja resultado Priorizar nos meus resultados Google

Quando se fala em saúde dos ossos, é quase automático pensar em cálcio e vitamina D. Juntos ou separados, eles costumam ser indicados em forma de suplemento para prevenir quedas e fraturas em adultos, problemas potencialmente perigosos para idosos. Mas a prescrição de suplementação pode não ser necessária, segundo um novo estudo publicado no periódico científico The British Medical Journal (The BMJ).

A revisão de 69 ensaios com quase 154 mil participantes mostrou pouco ou nenhum benefício do uso das substâncias isoladas ou em conjunto para evitar esses problemas.

A investigação foi motivada pela necessidade de aprofundamento em pesquisas realizadas a partir dos anos 1990 sobre o uso de suplementos para obtenção de benefícios não só para a saúde óssea, mas muscular, o que ajudaria a evitar quedas e fraturas, principalmente na população idosa.

O tema é estudado porque, como ressaltaram os pesquisadores, aproximadamente 30% das pessoas com mais de 65 anos e metade dos idosos que vivem em instituições de longa permanência sofrem ao menos uma queda por ano. Desses acidentes, 5% resultam em fraturas.

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“Com base em resultados inicialmente promissores, a suplementação de vitamina D (com ou sem cálcio) tem sido amplamente recomendada para prevenir fraturas e quedas”, justificaram os autores, revelando uma preocupação relacionada com esse movimento: “Um aumento substancial nas prescrições de cálcio e vitamina D foi relatado em muitos países, levando a um alto ônus econômico”.

De acordo com o grupo, apenas no Reino Unido, os custos com prescrições aumentaram de 13 milhões de libras em 2001 para 111 milhões de libras em 2021.

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Os estudos analisados pelos pesquisadores foram selecionados de três bases de dados e incluídos no período de 2014 a fevereiro de 2025. O critério foi a avaliação de trabalhos com adultos que não faziam tratamento para osteoporose – a maioria dos participantes avaliados estavam faixa dos 71 anos –.

Eles foram submetidos a comparações com placebo nos seguintes cenários: uso de vitamina D, suplementação com cálcio ou uso dos dois suplementos.

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“A suplementação de cálcio, vitamina D ou a suplementação combinada pareceu ter pouco ou nenhum efeito sobre outros desfechos de fraturas e quedas, com base principalmente em evidências de certeza moderada a alta”, afirmaram.

Futuro da suplementação com cálcio e vitamina D

Segundo os pesquisadores, embora os achados apontem que não é necessário fazer a suplementação com cálcio e vitamina D para a prevenção de quedas e fraturas, não é possível generalizar os resultados, especialmente em casos de pacientes com distúrbios ósseos específicos.

Eles recomendam mais pesquisas sobre estratégias a serem adotadas na dieta, revisão de medicamentos e abordagens para inclusão de hábitos saudáveis na rotina.

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“Além de exercícios físicos e tratamentos medicamentosos para osteoporose, poucas intervenções com evidências de certeza moderada ou alta demonstraram consistentemente reduzir o risco de fraturas”, concluíram.

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