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‘Trem do Brasil passou’, diz Zelensky sobre Lula e mediação brasileira na guerra

Fala feita no Fórum Econômico Mundial segue atritos entre Kiev e Brasília

Por Da Redação
Atualizado em 23 jan 2025, 04h55 - Publicado em 22 jan 2025, 18h56
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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quarta-feira, 22, que o “trem do Brasil passou”, citando a perda de relevância do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como possível mediador para o fim do conflito do país com a Rússia.

“Acho que o trem do Brasil, pra ser sincero, passou. Falei com Lula, nos reunimos e pedi que ele fosse um parceiro para acabar com a guerra. Agora ele não é mais um ‘player'”, disse no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

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+ ‘Infelizmente não é a relação que queremos’, diz chefe de gabinete da Ucrânia sobre Brasil

A fala segue alguns atritos recentes entre Zelensky e o presidente Lula. No ano passado, o ucraniano questionou o papel do Brasil como intermediador das negociações de paz, dizendo duvidar do “real interesse” de Brasil e China para liderar o diálogo entre Kiev e Moscou e acusando o governo federal de ter aliança com Vladimir Putin.

Em entrevista coletiva a um grupo de jornalistas brasileiros na semana passada, o chefe de gabinete do governo da Ucrânia, Andriy Yermak, lamentou o estado da relação entre Kiev e Brasília, dizendo que, “infelizmente, não é a relação que queremos, mas vamos continuar de coração aberto”, sobretudo porque “a voz do Brasil é importante para lidar com a Rússia”. 

“Toda relação depende de duas partes. Da nossa parte, demonstramos nosso interesse e esperamos que, em algum momento, essa relação esteja no nível que queremos que esteja. É o que temos”, afirmou, expressando incômodo com a falta de convite ao presidente Volodymyr Zelensky durante a cúpula do G20, realizada no Rio de Janeiro, em novembro passado. Após o encontro do grupo das maiores economias do mundo, o presidente ucraniano criticou a “posição fraca” da declaração do G20 sobre a guerra na Ucrânia, que não mencionou Moscou.

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Yermak adotou ainda um tom mais conciliador do que o do presidente, dizendo que, sobretudo no caso de crianças ucranianas ilegalmente deportadas para a Rússia, o Brasil pode ter um papel mais proeminente por conta de sua posição como “um dos líderes globais na manutenção da paz e da Justiça”.

“O Brasil pode, nesse caso, se engajar em mediação com os russos para ajudar que as crianças voltem para suas casas. A voz do Brasil é importante para lidar com a Rússia”, disse. “Em territórios ocupados ilegalmente, a Rússia muda a cidadania e o nome das crianças, falsificando suas origens. Não são apenas crimes de guerra, mas tentativas calculadas de apagar a identidade nacional. Essas crianças estão sendo privadas de suas histórias.”

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