Número de mortos em ataque a mercado de Natal na Alemanha sobe para 6
Médico entrou de carro dentro de feira a pouco mais de 150 quilômetros de Berlim com o objetivo de atropelar a maior quantidade de pessoas

O número de mortos em um ataque direcionado à feira de Magdenbug, na Alemanha, pouco antes do Natal, subiu nesta segunda-feira, 6, para seis pessoas, após a morte de uma mulher de 52 anos que estava internada, disse um porta-voz do governo local à agência de notícias Reuters.
Em 20 de dezembro, um médico psiquiatra de 50 anos, natural da Arábia Saudita e de nome Taleb al-Abdulmohsen, entrou de carro dentro da feira de Natal da cidade a pouco mais de 150 quilômetros de Berlim, com o objetivo de atropelar a maior quantidade de pessoas que conseguisse. Além dos mortos, ele atingiu cerca de 200 pessoas, antes de ser preso.
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Nas redes sociais, Abdulmohsen manifestava apoio a discursos de extrema-direita, anti-islâmicos e já prometia praticar os ataques. Um dos assuntos mais ditos pelo autor do ataque terrorista era que Berlim estaria permitindo islâmicos “demais”, ao aceitar acolher refugiados. No X (antigo Twitter), ele manifestava simpatia ao dono da rede social, Elon Musk, e defendia o partido de extrema-direita alemão, afirmando que apenas uma sigla que defendesse uma conduta “anti-imigração” poderia “salvar” o país.
Segundo o jornal britânico The Guardian, autoridades alemãs receberam alertas sobre o comportamento que Abdulmohsen tinha nas redes sociais — o que levanta a dúvida sobre a possibilidade de que o ataque pudesse ser evitado caso alguma providência tivesse sido tomada. O médico dizia ser um ex-muçulmano e vivia na Alemanha desde 2006, em uma cidade a quarenta quilômetros de Magdenbug. Um dos órgãos que teria recebido denúncias sobre Abdulmohsen, no meio deste ano, teria sido o próprio Escritório de Migração e Refugiados da Alemanha.