Holanda anuncia envio de 18 caças F-16 à Ucrânia
Envio das aeronaves depende de uma licença de exportação do Ministério das Relações Exteriores holandês e do cumprimento dos critérios por Kiev

O primeiro-ministro interino da Holanda, Mark Rutte, anunciou nesta sexta-feira, 22, a doação de 18 caças F-16 para reforçar a Força Aérea da Ucrânia na guerra contra a Rússia, iniciada em fevereiro do ano passado. Ele informou, porém, que o envio das aeronaves depende de uma licença de exportação do Ministério das Relações Exteriores holandês e do cumprimento dos critérios estabelecidos a Kiev.
“Hoje informei o presidente [Volodymyr] Zelensky sobre a decisão do nosso governo de preparar 18 caças F-16 iniciais para entrega à Ucrânia”, escreveu Rutte, em uma publicação no X, antigo Twitter. “A entrega dos F-16 é um dos elementos mais importantes dos acordos feitos sobre o apoio militar à Ucrânia.”
https://twitter.com/MinPres/status/1738176812713210363
Não há ainda um cronograma nem datas previstas para a entrega, mas o comunicado já permite o governo holandês a reservar fundos e preparar os aviões para exportação. Em novembro, o país mandou seus primeiros F-16, vindos dos Estados Unidos, ao centro de treinamentos para pilotos ucranianos, localizado na Romênia.
Respiro
A nova notícia foi celebrada pelo presidente da Ucrânia, que há meses tem pedido pelos caças ao Ocidente.
“Falei com Mark Rutte para agradecer ao governo holandês por sua decisão de começar a preparar os 18 jatos F-16 iniciais para entrega à Ucrânia”, disse Zelensky, também no X.
https://twitter.com/ZelenskyyUa/status/1738176396923445692
Espera-se que Dinamarca, Noruega e Bélgica também enviem os prometidos jatos aos militares ucranianos. Os anúncios ocorrem após o sinal verde dos Estados Unidos, que aprovou que os F-16 fabricados pelo sei país sejam utilizados no embate com as tropas russas, dependendo apenas da conclusão do treinamento dos pilotos de Zelensky.
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Escassez de artilharia
Na última segunda-feira, o o general do Exército ucraniano, Oleksandr Tarnavskyi, disse que reduziu o número de operações militares contra a Rússia por enfrentar escassez de artilharia, em meio à redução de assistência militar e financeira internacional.
“Os volumes que temos hoje não são suficientes para nós hoje, dadas as nossas necessidades. Então, estamos redistribuindo isso. Estamos replanejando tarefas que definimos para nós mesmos e tornando-as menores porque precisamos sustentá-las”, acrescentou.
Devido à falta de financiamento, os soldados ucranianos da linha de frente sudeste estariam atuando na defensiva, e não na ofensiva, em alguns locais. Tarnavskyi afirmou, contudo, que as tropas continuam a contraofensiva, iniciada em junho, com ataques “por manobra, fogo e avançando”. O general disse ainda que parte da munição teria sido separada para “futuras ações em grande escala”, sem oferecer mais detalhes.