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Greve: corrida aos postos pode acelerar falta de combustível

Estoque dos postos costuma durar de três a quatro dias e greve está afetando o abastecimento, segundo entidade do setor

Por Estadão Conteúdo
Atualizado em 23 Maio 2018, 22h03 - Publicado em 23 Maio 2018, 13h54
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  • gasolina
    Sindicato dos postos afirma que nenhum estabelecimento recebeu combustível (Reinaldo Canato/VEJA.com)

    Preocupados com o risco de faltar combustível em razão da greve dos caminhoneiros, os consumidores já começaram a corrida aos postos de abastecimento em várias regiões do Estado de São Paulo. De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, essa corrida pode causar uma falta generalizada de combustível, com consequências graves para a população.

    “Nenhum posto está recebendo combustível e, normalmente, o estoque dura de três a quatro dias. Como já está havendo corrida para encher o tanque, o que pode acontecer é o desabastecimento”, disse Gouveia.

    A situação mais crítica, segundo ele, é na região do Vale do Paraíba, onde muitos postos já estão sem diesel e gasolina. “Quem tem grandes frotas, como as empresas de ônibus, está indo aos postos para abastecer, ou para preservar o estoque do seu próprio posto, ou porque já está sem combustível. Imagine uma fila de quarenta ônibus para encher o tanque. Assim que acaba o combustível de um posto, eles vão para outro. Isso está acontecendo”, contou.

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    Segundo ele, por causa das manifestações, nenhum caminhão saiu, nesta quarta-feira 23, das bases de Barueri, Guarulhos e São José dos Campos, que fazem a distribuição de combustível.

    Conforme Gouveia, a greve é um direito dos transportadores, mas o governo não pode assistir passivamente às movimentações nesse sentido. “Há risco de paralisação de serviços essenciais, como transporte público, coleta de lixo, até mesmo a segurança pública, pois as viaturas também precisam de combustível.”

    Em Santos, no litoral paulista, 450 toneladas de lixo se acumulavam nas ruas da cidade em razão do bloqueio do acesso dos caminhões de coleta à área de Transbordo, no bairro da Alemoa. O acesso é o mesmo do Porto de Santos, bloqueado pelos caminhoneiros. A Polícia Militar e a prefeitura de Santos negociam a liberação do acesso para os caminhões de lixo.

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