O ano que a realeza apareceu, adoeceu e ouviu o que não quis
Retrospectiva GENTE: famílias reais espanhola e britânica deram o que falar em 2024

O ano de 2024 foi marcado de perdas e recomeços para a monarquia. Se afundando em uma crise, a família real espanhola presenciou escândalos e a antipatia da população. Ainda com o caldo da polêmica lançada no ano passado sobre o suposto affair da rainha Letizia com seu ex-cunhado, Jaime Del Burgo, divulgada pela primeira vez no livro Os Silêncios de Letízia, saíram novos capítulos do escarcéu. Em nova obra, também escrita pelo jornalista Jaime Peñafiel, outros detalhes vieram a público.
Em uma relação pública desde 2004 com o rei Filipe VI, segundo o livro, Letizia o traiu diversas vezes com Del Burgo. De acordo com o investidor, os dois namoraram até 2002, quando a então âncora de televisão começou a se relacionar com o monarca. Apesar da separação, ainda segundo Del Burgo, a rainha consorte o procurou um dia antes de seu casamento para pedir a ele que a esquecesse. O contato continuou e o romance entre os dois só foi acabar em 2011. No ano seguinte, ele conheceu a irmã da rainha, Telma Ortiz, com quem se casou e ficou durante dois anos.
Assim que os tabloides começaram a postar o caso de traição, o rei espanhol ficou desiludido, mas não surpreso, já que tinha ciência do ocorrido. Em relatórios produzidos diariamente pelos guarda-costas de Letizia, Filipe já sabia que o romance extraconjugal acontecia – a rainha consorte chegou a viajar para Nova York atrás do casinho. O divórcio chegou a passar pela cabeça do monarca, mas nunca foi levado adiante para manter a imagem de casal unido que uma realeza precisa ter.
Para além do relacionamento conturbado dos dois, a princesa Leonor também deu o que falar neste ano. Assumindo as responsabilidades reais em 2023, ao completar 18 anos, ela decidiu apostar na rebeldia. Ao invés de passar as férias no Palácio Real de La Almudaina, em Palma de Mallorca, quebrou a tradição e optou por uma viagem com amigos em Portugal.
Nos finalmentes de 2024, as grandes chuvas de Valências resultaram em uma grande algazarra para a família real. Em visita a Paiporta, subúrbio da região metropolitana da cidade, uma das mais atingidas pela maior tragédia de enchentes que atingiu o país no século XXI, Filipe e Letizia foram recebidos em meio à gritaria e xingamentos. Moradores chamaram os monarcas de “assassinos” e chegaram a jogar lama em sua direção As críticas ocorrem pelo atraso de duas horas dos alertas de chuvas, quando carros já eram arrastados pela água que se acumulava na rua. Ao todo 217 pessoas morreram.
As notícias para a realeza britânica são melhores, mas não excelentes. No início do ano, o Palácio de Buckingham foi cercado de rumores sobre a ausência prolongada de Kate Middleton. Em janeiro, a realeza informou que a duquesa passava por uma cirurgia abdominal, mas não deu mais detalhes. A duquesa só voltou aos holofotes em março, quando postou uma foto com os filhos no Dias das Mães. Não deixou passar batido as manipulações digitais feitas na imagem.
Surgiram, então, dezenas de teorias da conspiração: Kate tinha tido efeitos reversos da vacina de Covid e outra dizia que ela era uma sarcedote de religião secreta para exterminar a moral judaico-cristã da face da Terra. Pois é. As ideias conspiracionistas só cessaram quando ela postou um vídeo explicando que estava em tratamento contra um câncer. O final feliz foi martelado em setembro, ao anunciar que estava curada.
Mas como a vida não é só flores, as notícias não foram boas para o rei Charles III, que também foi diagnosticado com câncer no início do ano. Assim como o caso da princesa, nenhuma informação extra foi dada. Acredita-se ser um tumor maligno na próstata, rumor ainda não confirmado. Em visita à Austrália, ouviu de uma senadora de origem aborígene que não era bem vindo por lá. Climão…
Falando de infelicidades, príncipe Harry, que renunciara a seus deveres reais de alto escalão da monarquia em 2020, aparentemente tenta reconciliação com a família. Rodeado de escândalos desde que publicou seu livro Spare em janeiro de 2023, com polêmicas sobre brigas violentas com o irmão, príncipe William, o duque de Sussex estaria supostamente impedido de retornar exatamente pelo futuro rei. Além disso, já se sabe que Meghan Markle não possui relação de simpatia com a realeza, o que dificultaria ainda mais este retorno.
Para completar, William e Harry ainda foram envolvido no escândalo de Sean “Comb” Diddy, rapper preso em setembro por promoção da prostituição, tráfico sexual e agressão. Conhecido por promover as “freak-off parties”, festas com drogas e sexo, P.Diddy chamava diversas celebridados do ramo, no entanto, tinha o sonho de um dia levar William para um de seus eventos. Segundo Rob Shuter, ex-funcionário de Diddy, o artista era obcecado pelos irmãos e chegou a convidá-los mais de dez vezes para sua festa. Todos os convites foram recusados. Shuter conta que ele possuía posters dos dois e até ofereceu a pagar a passagem e as despesas de viagem para que tivesse a presença real em sua casa. Ao menos dessa treta, eles escaparam.