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Líder do governo na Câmara propõe regular programas de milhas e fidelidade

Segundo José Guimarães, o setor calcula 312 milhões de contas ativas em programas do tipo no Brasil, com volume anual de pontos superior a R$ 20 bilhões

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 jun 2025, 08h01 | Atualizado em 2 jun 2025, 10h01
Líder do governo na Câmara propõe regular programas de milhas e fidelidade Priorizar nos meus resultados Google

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), apresentou nos últimos dias projeto de lei que regulamenta programas de fidelidade, de milhas e de cashback para, segundo ele, “estabelecer princípios de proteção ao consumidor, controle de risco, separação de ativos e transparência”.

“Atualmente, a ausência de um marco regulatório específico para o setor tem gerado lacunas jurídicas e vulnerabilidades para os usuários, que podem ter seus saldos de pontos e valores de cashback apropriados indevidamente pelas gestoras, sem qualquer garantia ou mecanismo de proteção”, afirma o petista na justificativa do projeto.

De acordo com dados do setor citados por Guimarães, estima-se que haja mais de 312 milhões de contas ativas em programas de fidelidade no Brasil, gerando um volume anual de pontos acumulados superior a 20 bilhões de reais. 

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A proposta determina que o saldo dos pontos e de valores de cashback não poderá expirar, “por se tratar de parcela pecuniária de propriedade do próprio usuário, sendo impassível de apropriação, independentemente do decurso do tempo”.

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Também estabelece que pontos, milhas, bônus ou créditos junto a conveniados “constituem patrimônio exclusivo do usuário titular” e proíbe as gestoras dos programas de contabilizá-los como receita, capital próprio ou disponibilidade de caixa.

Além disso, de acordo com o projeto de Guimarães, os valores financeiros correspondentes aos pontos ou

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cashbacks deverão ser mantidos em conta segregada em instituição financeira autorizada pelo Banco Central do Brasil, “correspondendo ao montante total dos pontos ou cashbacks ofertados como saldo aos usuários”.

O deputado afirma que sua proposta visa garantir a segurança patrimonial do consumidor, reconhecendo que os pontos e valores oriundos de cashback são, essencialmente, bens do usuário. 

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“Ao exigir custódia segregada, proibição de uso indevido e transparência nas regras, evitamos que as empresas utilizem esses recursos de forma imprudente, criando riscos sistêmicos ou estruturas com características piramidais”, diz o petista.

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