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Jogo de cena

A convocação de Fernando Cavendish, Luiz Antonio Pagot e outros personagens ilustres do escândalo da CPI mista do Cachoeira é vista por alguns integrantes do governo como mera “jogada de marketing” dos parlamentares da comissão. O motivo? No mesmo dia em que aprovaram a convocação de Cavendish, os parlamentares estabeleceram uma regra que autoriza o […]

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 jul 2012, 17h02 | Atualizado em 31 jul 2020, 08h26
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Livre de provocações

A convocação de Fernando Cavendish, Luiz Antonio Pagot e outros personagens ilustres do escândalo da CPI mista do Cachoeira é vista por alguns integrantes do governo como mera “jogada de marketing” dos parlamentares da comissão. O motivo?

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No mesmo dia em que aprovaram a convocação de Cavendish, os parlamentares estabeleceram uma regra que autoriza o depoente que não quiser falar a se retirar da CPI sem ser incomodado pelos parlamentares.

Nessa lógica, Cavendish só terá o desgaste de enfrentar o fuzuê de jornalistas no dia do depoimento. Se resolver ficar em silêncio (o que parece mais do que provável), não precisará ficar sentado na CPI durante horas ouvindo as ironias e provocações dos deputados e senadores. Diz um conselheiro palaciano:

— A CPI matou dois coelhos de uma vez: livrou-se do rótulo da blindagem ao Cavendish e evitou que ele fique bravo com as provocações e acabe falando besteira no depoimento.

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