O ex-presidente Lula (PT) participou neste domingo do ato de 1º de Maio organizado pelas centrais sindicais, em São Paulo (SP), criticou a alta da inflação e a redução do poder de compra dos brasileiros e mandou um recado para o presidente Jair Bolsonaro (PL).
O petista iniciou o discurso se desculpando pela fala de sábado que repercutiu mal entre a classe policial — na ocasião, ele afirmou que “Bolsonaro só gosta de polícia, não gosta de gente”.
“Quero começar fazendo uma coisa que as pessoas não costumam dizer (…) eu queria, na verdade, era dizer que o Bolsonaro só gosta de milícia e não gosta de gente (…) quero pedir desculpa aos policiais nesse país, porque muitas vezes cometem erros, mas muitas vezes salvam muita gente do povo trabalhador, e temos que tratá-los como trabalhador”, disse Lula.
Ao falar sobre economia, o ex-presidente relembrou de seus governos e afirmou que, durante os oito anos de mandato, o salário mínimo teve alta de 77% com inflação dentro da média. Lula criticou, ainda, o atual cenário de aumento descontrolado dos preços, defendeu a garantia de direitos trabalhistas e prometeu que, se eleito, dará um “banho de emprego” no país.
Apesar de dizer que não poderia falar sobre eleições, o ex-presidente cutucou Bolsonaro e disse que, neste ano, “alguém melhor” do que o atual presidente ganhará o pleito — e acenou às centrais, afirmando que, em seu eventual futuro governo, os sindicatos serão chamados a uma mesa de negociação para discutir política de aumento de salário mínimo e valorização da seguridade social e da saúde pública.
Sondagens recentes mostram que a distância entre Lula e Bolsonaro nas pesquisas eleitorais têm diminuído significativamente. Edição da Paraná Pesquisas divulgada no último sábado mostra que, no principal cenário, com o ex-governador João Doria como candidato do PSDB, Bolsonaro tem 35,8% das intenções de voto contra 34,9% de Lula. A diferença está dentro da margem de erro de 2,3 pontos percentuais.