
O ano de 2025 já começou, como se sabe.
O problema é que tudo o que se faz, se planeja, se olha no governo, nos partidos e no Congresso já é pensando em 2026.
O presidente Lula vai reorganizar o Ministério, pensando nas forças que podem se unir em torno da candidatura do seu campo político no ano que vem. O problema é que não se sabe quem será o candidato, se será ele próprio ou se outra pessoa do mesmo grupo. Se for outra pessoas, Lula podia não cometer o erro de 2018 de deixar o anúncio para muito em cima da hora.
A direita está como barata tonta porque fica cada vez mais claro que Jair Bolsonaro não será candidato e todo dia aparece alguém, de governador a cantor sertanejo, querendo o posto de candidato a candidato. Até um filho de Bolsonaro apresentou-se como Plano B, antes de ouvir o pai dizer que só havia plano A. Seja como for, o que eles estão pensando é em 2026.
Toda a briga das emendas, seja para reduzir seu volume, seja para disciplinar seu uso, aumentar sua transparência, tem a ver também com as forças políticas se preparando neste ano não eleitoral para o ano super eleitoral de 2026 em que serão escolhidos presidente, governadores, 513 deputados e dois terços do Senado.
E a economia? Também está de olho no que pode ser feito para dar mais estabilidade e confiança ao projeto econômico, reduzir a inflação, vencer as dúvidas do mercado financeiro, dos empresários em geral, e assim crescer mais no último ano deste mandato.
Ser um ano do meio, entre o fim do começo do mandato e o começo do fim, é a sina de 2025.