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Cidade da idade do bronze é descoberta no deserto da Arábia Saudita

Artefatos dão sinais de lenta transição entre vida nômade e primeiras experiências urbanas

Por Luiz Paulo Souza Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 nov 2024, 08h00
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Sob o oásis de Khaybar, uma antiga comunidade fortificada no meio do deserto saudita, estão os resquícios de um povo ainda mais antigo: apelidada de al-Natah, a cidade recém-descoberta pode ter sido lar de até 500 pessoas ainda durante a idade do bronze. 

Há muito, pesquisadores conheciam o local, famoso por um confronto armado entre mulçumanos e judeus por volta do ano de 628. Recentemente, no entanto, um longo muro foi descoberto na região, sugerindo a presença de uma civilização ainda mais antiga. 

Que comunidade era essa?

De acordo com o artigo publicado no periódico científico Plos One, a fortificação de pouco mais de 14 quilômetros continha cerca de 50 casas, espalhadas pela cidade de 2,6 hectares. 

E não eram locais precários. O estudo revela que a região foi ocupada por volta de 2 400 antes de cristo, durante a idade do bronze, e que essas casas tinham alicerces capazes de suportar prédios de até dois andares. Por um motivo desconhecido, o agrupamento foi abandonado cerca de um milênio depois. 

Além das moradias, uma necrópole também foi descoberta. Nela, foram encontradas pedras de ágata e armas, como machados. Além disso, peças de cerâmica vieram à tona. Para os autores, em entrevista a agência France-Presse, eles revelam que essa era uma sociedade avançada e relativamente igualitária.

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O que indicam os achados?

Para os pesquisadores, os achados indicam um “lento urbanismo” naquela região, com vários oásis que poderiam ser ocupados por comunidades nômades. Apesar disso, a altura de algumas fortificações sugerem que al-Natah poderia ser a sede de uma espécie de autoridade local. 

Por muito tempo, acreditou-se que toda essa região não passava de um deserto inóspito, ocupado apenas por grupos vagantes. Há 15 anos, contudo, arqueólogos descobriram estruturas que os incentivaram a olhar com mais cuidado para esses locais. Hoje, estima-se que toda a região do Mar Mediterrâneo que compreende o trecho entre a Síria e Jordânia era vastamente ocupada na idade do bronze, embora essas comunidades nem se comparassem à complexidade de locais como a Mesopotâmia ou o Egito. 

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