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A preocupação de funcionários do Banco do Brasil com o caso Master

Associação de servidores defendeu apuração ampla e rigorosa de irregularidades envolvendo banco

Por Daniel Gullino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jun 2026, 17h01 | Atualizado em 15 jun 2026, 20h29
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Funcionários do Banco do Brasil estão preocupados com o impacto do escândalo do Banco Master na instituição. O banco estatal é uma das instituições que podem ter que repor o rombo de cerca de 50 bilhões de reais no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Por isso, a Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) defende uma apuração ampla e rigorosa das suspeitas de irregularidades.

O vice-presidente de Relações Institucionais da associação, Augusto Carvalho, destaca a preocupação com os efeitos que uma eventual recomposição do FGC poderá trazer ao BB.

“Pelas informações disponíveis, caberá ao Banco do Brasil uma ‘cota’ de cerca de R$ 8 bilhões para a recomposição do FGC. São recursos que serão apartados do resultado do banco e que poderão faltar para uma negociação justa sobre o custeio da CASSI, que é a preocupação principal de 158 mil funcionários da ativa e aposentados” afirma Carvalho, em referência à organização responsável pelo plano de saúde dos servidores.

O dirigente acrescenta que esses recursos também poderão afetar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos funcionários e a oferta de crédito.

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“São recursos que também poderão rebaixar a PLR paga aos colegas que seguem construindo o grande colosso que é o Banco do Brasil, além de impactar no crédito oferecido à indústria e aos pequenos, médios e grandes produtores do agro”, afirma o vice-presidente.

Entretanto, o vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do Banco do Brasil, Geovanne Tobias, anunciou em fevereiro que o banco vai gastar 5 bilhões de reais e que os recursos virão da Tesouraria, sem afetar o resultado.

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