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A ‘interferência’ de Flávio Bolsonaro em inquérito que Moraes barrou

Ministro do STF considerou que medidas sugeridas por senador configurariam 'direcionamento' de apuração contra ele

Por Daniel Gullino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jun 2026, 11h02 | Atualizado em 16 jun 2026, 11h06
A ‘interferência’ de Flávio Bolsonaro em inquérito que Moraes barrou Priorizar nos meus resultados Google

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rejeitou pedidos apresentados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito em que ele é investigado por calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A defesa de Flávio solicitou, na semana passada, uma série de diligências, principalmente o depoimento de um grupo de testemunhas.

Moraes, contudo, ressaltou que esse não é o momento de atender os pedidos, que resultariam no “no direcionamento ou interferência” da investigação.

“Não se revela cabível, na presente fase investigatória, o acolhimento dos requerimentos formulados por Flávio Nantes Bolsonaro, pois implicam no direcionamento ou interferência na condução da investigação, não cabendo ao investigado pretender pautar a atividade investigativa”, avaliou.

De acordo com o ministro, o objetivo do inquérito é reunir “elementos informativos para subsidiar a atuação do titular da ação penal pública”, que é o Ministério Público.

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A investigação foi aberta devido a uma publicação de Flávio no X, em janeiro, atribuindo a Lula crimes como os de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro. O senador também associou Lula ao ditador Nicolás Maduro, preso pelos Estados Unidos, dizendo o presidente brasileiro seria “delatado” pelo venezuelano.

Os advogados de Flávio haviam pedido a expedição de ofícios ao gabinete pessoal da Presidência, ao Ministério das Relações Exteriores e ao Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York com questionamentos sobre Maduro.

Além disso, solicitaram diversas oitivas, com pessoas como o senador Sérgio Moro (PL-PR), o ex-deputado federal Deltan Dallagnol, a líder opositora venezuelana María Corina Machado e o publicitário João Santana.

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