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Sputnik V: seis estados e o DF pedem aval de importação para Anvisa

Protocolo é baseado na liberação, com restrições, concedida pela agência na última sexta-feira

Por Mariana Rosário Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jun 2021, 18h22 • Atualizado em 8 jun 2021, 18h28
  • O Consórcio Brasil Central, que agrupa os estados de Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia e Distrito Federal, pediu na segunda-feira, 7,  à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização excepcional e temporária para importar e aplicar doses da vacina Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. A liberação pleiteada pelo grupo é a mesma concedida ao Consórcio Nordeste na última sexta e que prevê uma série de limitações em relação à fabricação do antígeno e ao público que poderá recebê-lo.

    O pedido totaliza a monta de 28 milhões de aplicações — o suficiente para imunizar, com duas doses, 2 milhões de pessoas em cada um dos estados inclusos e mais o DF. Diante da última decisão da Anvisa, porém, acredita-se que a importação seja limitada ao numero de aplicações suficientes para imunizar 267.000 pessoas, 1% da população de cada um dos estados — o que requer, portanto, um número próximo a 534.000 unidades de vacina neste primeiro momento — caso a nova decisão ocorra nos moldes da anterior.

    O prazo da Anvisa pode chegar a até 30 dias para responder à solicitação, caso falte o relatório técnico de avaliação de autoridade sanitária internacional, que já tenha previamente aprovado o antígeno. Caso toda a documentação esteja em conformidade, a resposta se dá em até 7 dias após o protocolo. Os representantes dos estados, por sua vez, também têm se reunido para discutir a viabilidade de cumprir os requisitos solicitados pela agência aos estados vizinhos na decisão anterior. O clima geral é de disposição em aceitar as condições para dar fôlego extra à vacinação.

    A decisão de sexta-feira da Anvisa permite que a vacina seja aplicada somente em pessoas de 18 a 60 anos, sem comorbidades ou gestação e ainda especifica as fábricas em que os imunizantes destinados ao Brasil devem ser produzidos.

    Confira o avanço da vacinação no Brasil:

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