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Antraz: República Democrática do Congo tem surto e Tailândia registra morte

OMS intensifica ações para conter disseminação de infecção bacteriana em país africano; mortes pela doença não eram registradas na Tailândia desde 1994

Por Paula Felix Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 Maio 2025, 17h45 • Atualizado em 2 Maio 2025, 18h12
  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) está dando suporte a autoridades de saúde da República Democrática do Congo após a detecção de um surto de antraz na província de Kivu do Norte, no leste do país africano. Até o momento, são 16 casos suspeitos, dos quais um foi confirmado, e uma morte. A doença, uma infecção bacteriana que atinge principalmente animais, como bovinos, também apareceu na Tailândia e o país registrou o primeiro óbito desde 1994, segundo a agência de notícias Reuters.

    A OMS emitiu um comunicado sobre o trabalho que realiza na República Democrática do Congo nesta quinta-feira, 1º, informando que apura o risco de disseminação da doença e que está investigando a fonte do surto e cadeias de transmissão. A entidade fornece suprimentos e medicamentos, além de ter iniciado a vacinação do gado.

    Segundo a OMS, o surto afetou quatro zonas de saúde ao redor do Lago Edward, localizado na fronteira entre a República Democrática do Congo e Uganda.

    “Nossos esforços estão focados em interromper rapidamente a transmissão de animais para humanos. Estamos trabalhando em estreita colaboração com o governo, comunidades e parceiros para fortalecer as medidas de resposta e proteger a saúde pública agora e no futuro”, disse, em nota, a médica Boureima Sambo, representante da OMS na República Democrática do Congo.

    Os primeiros alertas sobre o surto foram emitidos no mês passado quando foram detectadas dezenas de mortes de búfalos e hipopótamos no Parque Nacional de Virunga.

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    Por esse motivo, o gado que vive em comunidades próximas a rios estão sendo vacinadas e veterinários estão realizando o descarte de carcaças de animais com segurança.

    Morte na Tailândia

    Também nesta quinta-feira, 1º, autoridades de saúde da Tailândia confirmaram a primeira morte pela doença desde 1994. De acordo com a Reuters, a vítima era um homem de 53 anos da província de Mukdahan, no nordeste do país, e outro caso da infecção foi confirmado no mesmo local. Outros três casos suspeitos são investigados.

    Uma força-tarefa foi montada e houve a identificação de 638 pessoas que podem ter sido expostas à doença após terem comido carne crua ou malpassada. Dessas, 36 tiveram participação em abate de gado. Todas estão recebendo antibióticos. O Ministério da Agricultura tailandês prevê um plano para vacinar 1 222 bovinos e disse que, até o momento, não há registros de animais com sintomas da doença.

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    O que é antraz?

    Infecção bacteriana que afeta principalmente animais, o antraz pode ser transmitido para humanos a partir do contato, mesmo indireto, com animais infectados ou pela exposição a produtos de origem animais contaminados. A doença não é considerada contagiosa entre humanos, mas há registros raros de transmissão de pessoa para pessoa, segundo a OMS.

    Em seres humanos, a doença pode se manifestar de três formas e sempre será necessário ofertar suporte médico imediatamente, inclusive com hospitalização.

    • Antraz cutâneo: ocorre quando os esporos entram em contato com a pele lesionada, causando uma protuberância que coça e se transforma em uma ferida preta. Essa forma também pode causar dores de cabeça, dores musculares, febre e vômitos
    • Antraz gastrointestinal: ocorre pela ingestão de carne infectada, causando sintomas semelhantes aos de intoxicação alimentar que podem piorar para dor de estômago intensa, vômito com sangue e diarreia
    • Antraz por inalação: forma mais rara e grave, resulta da inalação dos esporos, começando com sintomas semelhantes aos de um resfriado antes de rapidamente levar a problemas respiratórios graves e choque
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    O tratamento é feito com antibióticos e, embora exista vacina para humanos, ela é limitada e utilizada para profissionais que lidam com possível exposição à bactéria.

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