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Força muscular e capacidade respiratória reduzem risco de morte em pessoas com câncer

Estudo mostra que manter a musculatura ativa e o condicionamento cardiorrespiratório pode melhorar o prognóstico e prolongar a sobrevida

Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein
23 out 2025, 09h33 • Atualizado em 23 out 2025, 09h34
  • Pacientes com câncer que preservam a força muscular e a capacidade cardiorrespiratória vivem mais, segundo um amplo estudo publicado recentemente no British Journal of Sports Medicine. A pesquisa indica que a condição física não apenas reflete a resposta do organismo ao tratamento, como também pode ser um fator decisivo de sobrevida — reforçando a importância da atividade física e da avaliação funcional no cuidado oncológico.

    O trabalho analisou 42 estudos que envolveram mais de 46 mil pacientes com diferentes tipos e estágios de câncer. Os pesquisadores avaliaram a força muscular por meio de testes de preensão manual ou equivalentes, além da aptidão cardiorrespiratória com exames específicos.

    Os resultados mostram que pacientes com maior força apresentaram um risco entre 31% e 46% menor de morte por todas as causas, enquanto aqueles com melhor condicionamento cardiorrespiratório tiveram redução de 18% na mortalidade. A combinação de ambos os fatores foi associada a uma queda no risco de morte entre 8% e 46%, mesmo entre pessoas com câncer avançado.

    “O estudo mostra que o músculo ajuda a elaborar o prognóstico. Sua quantidade e, principalmente, sua performance refletem a capacidade de o organismo enfrentar o estresse oncológico e terapêutico”, analisa a oncologista Ludmila Koch, do Einstein Hospital Israelita.

    A sarcopenia — perda de massa magra e força muscular — já é reconhecida pela oncologia como um importante biomarcador de fragilidade e de pior prognóstico. A condição está associada a menor tolerância aos tratamentos, maior risco de toxicidade e complicações cirúrgicas, além de prolongar o tempo de internação e reduzir a qualidade e a expectativa de vida.

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    Incorporar testes simples de função muscular e capacidade funcional, como a caminhada de seis minutos, pode ajudar na estratificação de risco e no acompanhamento dos pacientes.

    O estudo também reforça a necessidade de intervenções seguras e adaptadas a cada pessoa, tanto de exercícios resistidos quanto aeróbicos, como parte do plano de cuidado oncológico. “Não apenas para qualidade de vida, mas potencialmente com impacto no prognóstico e na chance de sobrevida”, completa a oncologista do Einstein.

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