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Contra a demência

Estudo recente revela um novo e surpreendente efeito dos anticoagulantes — a prevenção de doenças do declínio cognitivo, inclusive o Alzheimer

Por Natalia Cuminale Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 out 2017, 06h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 20h55
  • Um dos mais interessantes e bonitos aspectos da medicina é a descoberta inesperada de que um tratamento usualmente aplicado contra uma determinada doença pode ser eficaz também contra outra. Um estudo conduzido pelo Instituto Karolinska, da Suécia, e publicado pela prestigiosa revista científica European Heart Journal, comprovou que remédios anticoagulantes são armas potentes para prevenir diversas modalidades de demência, inclusive a mais conhecida delas, o Alzheimer.

    Os 444 000 pacientes avaliados na pesquisa durante dez anos sofriam de fibrilação atrial. O distúrbio, marcado por descompasso nos batimentos cardíacos, afeta 33 milhões de pessoas no mundo — no Brasil, são 1,5 milhão. Ele aumenta em cinco vezes o risco de acidente vascular cerebral, condição que costuma estar associada ao desenvolvimento de processos de demência. O estudo sueco mostrou que os pacientes que usaram anticoagulantes apresentaram, ao longo do tempo, um risco 48% menor de sofrer de demências, na comparação com os que não tomaram o medicamento. Verificou-­se, também, que quanto antes começar o tratamento contra a fibrilação atrial maior será o efeito protetor.

    A principal hipótese para explicar o efeito dos anticoagulantes aventada pelos cientistas é o fato de esse tipo de medicação prevenir a formação de trombos que se acumulariam em vasos, principalmente os de menor calibre. Sem o remédio, os microcoágulos atrapalham a oxigenação cerebral, causando o declínio cognitivo. Isso não significa que todo mundo deve sair tomando anticoagulantes. O neurologista Renato Anghinah, do Hospital das Clínicas, em São Paulo, alerta: “Os resultados são animadores, mas esse tipo de remédio, sem a indicação profissional, pode causar efeitos colaterais graves, sobretudo hemorragias”.

    Publicado em VEJA de 1º de novembro de 2017, edição nº 2554

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