Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Resoluções Ano Novo: VEJA por apenas 5,99

Agentes sob pressão

A reportagem de VEJA que relata a rotina de Lula na prisão constrangeu a PF, que agora apura as “falhas” que permitiram à revista acessar a ala restrita

Por Thiago Bronzatto Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 Maio 2018, 06h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 17h24
  • Depois da reportagem de capa da edição passada, sobre a rotina do ex-presidente Lula em seus primeiros trinta dias de prisão, a Polícia Federal ficou em apuros. Ela foi acusada de falhar clamorosamente na segurança de Lula. O episódio gerou protestos de petistas, que pediram providências ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e acusações de que a corporação permitira a violação da intimidade do ex-presidente. Na sexta-feira 4, a PF, tentando salvar a pele, divulgou uma nota em que afirma que, depois de “minucioso exame” das imagens internas de segurança, constatou que a reportagem de VEJA jamais “teve acesso à área restrita” onde Lula está preso. Diz também que a reportagem está eivada de informações “equivocadas e imprecisas”, mas cita um único exemplo: que Lula, ao contrário do que VEJA publicou, nunca tomou uma injeção de insulina.

    Em seus cinco parágrafos, a nota da PF acerta numa coisa. De fato, o ex-­presidente não recebeu a dose de insulina. Em vez disso, Lula foi submetido a uma medição da taxa de glicose, por causa do diabetes. Lula trata a doença com remédios, sem a aplicação de doses de insulina. Fora isso, o comunicado da PF tenta ludibriar a plateia. VEJA entrou no prédio, subiu ao andar em que Lula está preso e esteve, aliás, a poucos passos da porta da sala que foi transformada em cela presidencial. Ali, uma fita azul, semelhante às usadas nos guichês dos aeroportos, isola a área da sala-cela, protegida ainda por dois policiais armados.

    O passeio da reportagem pode ser visto nas imagens captadas na tarde de sexta-feira, 27 de abril. O jornalista pegou o elevador, foi até o 3º andar, caminhou à esquerda em direção à escada de incêndio e subiu até o 4º andar. Ali, ao abrir a porta do corredor que dá acesso à cela onde está Lula, foi interceptado pelos agentes do Grupo de Pronta Intervenção (GPI), a tropa de elite da PF. VEJA fez outra visita à Superintendência da PF em Curitiba, na quarta-feira 2 de maio. Nesse dia a reportagem conseguiu circular pelo prédio, mas não teve acesso ao 4º andar.

    Pressionada, a Polícia Federal iniciou uma apuração para descobrir o que considerou uma “falha de segurança”. VEJA também pediu à PF que informasse quais os dados “equivocados e imprecisos”, além da questão da insulina, para que a revista pudesse corrigi-los, se fosse o caso. Em resposta, a PF alegou que não podia fazê-­lo por “motivos de segurança”. Na reportagem, depois de ouvir diversas pessoas que tiveram contato com Lula na prisão, VEJA narrou a rotina do ex-­presidente, descreveu o ambiente de sua cela e contou bastidores sobre seu primeiro mês encarcerado. Entre outros detalhes, revelou que Lula, chamado de “o cliente” pelos policiais, faz exercícios físicos, acompanha o noticiário da TV, está lendo best-sellers, mantém seu hábito de contar piadas e havia solicitado a instalação de uma esteira ergométrica e um frigobar em sua cela. Na segunda-feira 7, a juíza Carolina Moura Lebbos negou o frigobar, mas autorizou a instalação da esteira.

    Publicado em VEJA de 16 de maio de 2018, edição nº 2582

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 7,50)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 29,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.