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Imagem de santa passa por ‘harmonização facial’ e será periciada pelo Iphan

Aparência da santa foi modificada com bochechas rosadas, boca redesenhada e tons mais claros; Iphan diz que intervenção não foi autorizada

Por Ligia Moraes Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 abr 2025, 19h30 •
  • Uma restauração feita na imagem de Nossa Senhora das Dores, localizada na Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Pirenópolis (GO), provocou indignação entre fiéis, moradores e autoridades de preservação. A escultura, datada do século XVIII e tradicionalmente conhecida por sua expressão carregada de sofrimento, apareceu com feições suavizadas, pele mais clara e traços que lembram uma harmonização facial.

    A modificação na santa foi percebida no início de abril, quando fiéis notaram diferenças na pintura e enviaram denúncias ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que confirmou ter recebido as reclamações no dia 4. A polêmica ganhou força às vésperas da tradicional procissão da Sexta-feira Santa, marcada para 18 de abril, quando a imagem de Nossa Senhora das Dores costuma ser levada pelas ruas do centro histórico de Pirenópolis. O caso rapidamente se espalhou pelas redes sociais, provocando reações indignadas da comunidade local e de devotos.

    As principais críticas apontam que a nova pintura descaracterizou completamente a imagem original, apagando marcas históricas e emocionais da escultura. As bochechas ficaram rosadas, os cílios mais definidos e os lábios ganharam aparência de batom. As lágrimas, antes evidentes, quase desapareceram. Até as mãos, antes com sombreamento escuro, foram clareadas com tinta uniforme, sem respeitar a técnica original de policromia.

    O que diz o Iphan sobre a restauração?

    O Iphan, responsável pela proteção do acervo, informou que não foi comunicado previamente sobre a intervenção e que a obra foi realizada sem acompanhamento de um técnico restaurador habilitado. A igreja e sua imagem sacra são tombadas individualmente pelo instituto, o que exige autorização formal para qualquer modificação.

    Após denúncias feitas por fiéis, uma equipe técnica do Iphan realizou uma vistoria no local no dia 8 de abril. Em laudo divulgado posteriormente, o instituto concluiu que a restauração alterou de forma significativa os traços da santa e recomendou a elaboração de um novo projeto de restauro, dessa vez criterioso e com base em documentação técnica, coleta de amostras e testes laboratoriais.

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    Além disso, outras duas imagens da mesma igreja também apresentaram sinais de intervenções inadequadas, segundo o relatório.

    Restauração é considerada reversível

    Apesar da descaracterização, o Iphan avalia que os danos à imagem de Nossa Senhora das Dores são reversíveis. O instituto solicitou à Diocese de Anápolis, responsável pela igreja, que envie esclarecimentos e um cronograma detalhado das ações previstas para a recuperação da obra. A imagem será colocada à disposição do Iphan para análises mais aprofundadas.

    Em nota, a Diocese afirmou estar comprometida com a preservação do patrimônio histórico, artístico e religioso da região e disse que aguarda o parecer técnico final para definir os próximos passos.

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