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Reforma ministerial: ressentimento pode atrapalhar Geraldo Alckmin na Defesa

Intenção do ministro José Múcio de deixar a pasta abre debate sobre possíveis sucessores

Por Marcela Mattos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 19 jan 2025, 19h33 - Publicado em 19 jan 2025, 19h31

O ministro da Defesa, José Múcio, comunicou ao presidente Lula em dezembro que, quando possível, quer deixar a pasta e encerrar a sua participação na Esplanada. Desde então, o petista desconversa sobre esse assunto, e os comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica tentam demover Múcio de deixar o cargo.

Em meio à incerteza sobre a permanência do ministro, militares de alta patente começaram a discutir reservadamente os possíveis sucessores para o Ministério da Defesa. Até o momento, são cotados para a função o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Desses, conforme consta entre os fardados, Lewandowski já teria fechado as portas para a mudança.

Cotado a ministro da Defesa logo no início do governo, Alckmin tem uma relação cordial com os militares. A ida dele poderia reeditar a estratégia de Lula em 2004, quando o então vice José de Alencar também assumiu o comando das Forças Armadas.

No entanto, nos últimos dias, Alckmin passou a sofrer resistência por causa de declarações dadas no passado. Militares resgataram a defesa, feita pelo vice quando disputou a Presidência em 2018, de criar um sistema unificado de aposentadoria. Atualmente, integrantes das Forças Armadas têm direito a um sistema de proteção social, bancado pelo Tesouro, com regras diferentes das dos civis e servidores públicos.

Mexer na aposentadoria é um dos principais tabus, e os fardados preferem manter distância do tema ou dos defensores dele. Além disso, durante a campanha, Alckmin defendeu defendeu a criação de uma Guarda Nacional, medida rechaçada pelas tropas.

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Senadores ganham força

Em meio a esse cenário, o nome do presidente do Congresso passou a ser chancelado pelos militares. Rodrigo Pacheco é tratado como um “grande homem” e elogiado por não ter dado guarida a projetos que podem afetar as forças.

De acordo com um importante general, caso o atual ministro não seja convencido a permanecer no posto, os comandantes das Forças vão tentar trabalhar para que Múcio use sua influência e amizade junto ao presidente Lula para que Pacheco seja o substituto.

Apesar da torcida, o presidente do Congresso já indicou que quer sim assumir uma pasta no governo Lula – mas não a Defesa. Advogado, o senador mineiro prefere o Ministério da Justiça, cuja cadeira atualmente é ocupada por Ricardo Lewandowski. O chefe da Justiça, porém, tem sido menos incisivo do que Múcio sobre a sua intenção de deixar a pasta.

Outra opção levantada para a Defesa é a de Jaques Wagner, que chefiou a pasta no governo Dilma Rousseff. O senador também é respeitado dentro da caserna e avaliado como um bom nome. Ele tem mantido contato com os militares e já indicou ser favorável à proposta que determina na Constituição um valor fixo para o orçamento voltado às Forças Armadas, uma das principais bandeiras dos comandantes.

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