Pivô de esquema de venda de sentenças do STJ volta para a prisão
Andreson Gonçalves, que estava em prisão domiciliar, voltou a ser preso após determinação do ministro Cristiano Zanin, do STF
Após determinação do ministro Cristiano Zanin, do STF, a Polícia Federal voltou a prender Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado como operador de um esquema de venda de sentenças que teria envolvido até gabinetes do STJ.
A informação foi revelada pela revista Piauí e confirmada por Radar, de Veja.
Agora, o empresário ainda será submetido a uma audiência de custódia para que seja decidido para qual estabelecimento prisional ele será conduzido.
Zanin tomou a decisão após pedido feito pela PGR depois que Andreson passou por uma nova avaliação médica. Desde julho, ele estava em prisão domiciliar em função de seu estado crítico de saúde.
Antes disso, ficou detido por oito meses em Cuiabá, onde perdeu mais de 25kg e apresentou quadro avançado de diabetes.
A defesa de Andreson reagiu à decisão de Zanin e classificou a medida como surpreendente e sem fundamento. “O cara passa oito meses na cadeia, perde 25 quilos, tem diagnóstico médico de neuropatia diabética, confirmada pelo Instituto Médico Legal. Esqueceram o laudo do IML e seu diagnóstico com base em exames de imagem e outros, para validar 50 minutos de dois policiais médicos na casa dele”.
As investigações apontaram apara a existência de um mercado paralelo de influência, no qual contratos milionários de advocacia ou de consultoria eram firmados com o propósito de assegurar decisões previamente combinadas, em substituição à efetiva atuação técnico-jurídica nos processos.
O relatória da PF indica que havia uma rede de intermediários, operadores e servidores, concebida para manipular e direcionar decisões do STJ e de outros tribunais.
A operação envolveria servidores públicos ligados a gabinetes, advogados, empresários e lobistas.







