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O impasse que cerca a prisão de Bolsonaro

Publicação do acórdão alimenta expectativa sobre decisão de Moraes, enquanto defesa tenta evitar presídio

Por Veruska Costa Donato, Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 nov 2025, 15h41 • Atualizado em 18 nov 2025, 15h42
  • A publicação do acórdão que consolidou a última derrota judicial de Jair Bolsonaro reacendeu, em Brasília, a sensação de que o desfecho da novela jurídica está próximo. Com o recurso rejeitado, a defesa terá direito a apresentar novo pedido — sem mudar o mérito da condenação. Mas, segundo o colunista Robson Bonin, essa etapa é apenas o prólogo de um momento decisivo.

    Há rumores entre ministros do Supremo de que Alexandre de Moraes pode decretar a prisão do ex-presidente a qualquer momento, dando início ao cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado. Bolsonaro hoje está em prisão domiciliar.

    O ex-presidente pode ir para um presídio?

    A movimentação dentro do STF aponta na mesma direção: nos bastidores, muitos acreditam que a intenção de Moraes é enviar Bolsonaro para um presídio, e não mantê-lo em casa. A Polícia Federal já tem uma sala especial preparada em Brasília — e há também uma ala reservada para ele na Papuda.

    Mas o debate veio carregado de política. Para aliados do ex-presidente, enviar Bolsonaro a um presídio seria interpretado como vingança — especialmente porque Moraes foi um dos principais alvos da trama golpista. Para ministros do Supremo, porém, vale a lógica inversa: Bolsonaro não deveria ter tratamento especial.

    A defesa aposta em qual estratégia?

    O time de advogados de Bolsonaro tenta criar argumentos para impedir que ele seja levado à Papuda. O principal caminho é a condição de saúde do ex-presidente. A defesa corre atrás de laudos médicos que sustentem a tese de que ele não teria condições físicas de cumprir pena em regime fechado.

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    O caso do ex-presidente Fernando Collor, condenado a oito anos e autorizado a cumprir a pena em casa por razões médicas, virou o modelo que o bolsonarismo tenta replicar.

    O impacto político de uma possível prisão

    Caso Moraes determine o envio de Bolsonaro a um presídio, o bolsonarismo deve reagir com força, retomando o discurso de vitimização e acusando o Supremo de abuso de poder. Bonin destaca que aliados já se organizam para essa narrativa, preparando ataques ao tribunal e ao próprio relator.

    A decisão deve desencadear uma nova onda de polarização: de um lado, os que defendem o cumprimento estrito da pena; do outro, apoiadores do ex-presidente, que enxergariam a medida como perseguição.

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    A prisão de Bolsonaro sai quando?

    Tecnicamente, Bolsonaro pode ser preso assim que o STF considerar esgotadas as etapas recursais. Mas há um detalhe: Moraes autorizou visitas políticas ao ex-presidente até meados de dezembro, o que sugere — mas não garante — que a prisão não aconteceria antes disso.

    “A imprevisibilidade das decisões do Supremo quando o assunto é trama golpista sempre pesa”, lembrou Bonin.

    Com a defesa mobilizada, o STF atento e Brasília em alerta, resta apenas acompanhar o relógio — porque a decisão final, mais cedo ou mais tarde, virá.

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