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Motta faz jogo do governo e ajuda a adiar PL do Antiterrorismo

Presidente da Casa determinou cancelamento de reuniões de comissões e pediu dedicação exclusiva a votações do plenário

Por Marcelo Ribeiro Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 nov 2025, 22h43 • Atualizado em 5 nov 2025, 07h18
  • Antes de encerrar a ordem do dia, o presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que as reuniões das comissões permanentes previstas para esta quarta-feira seriam canceladas para que os parlamentares se dedicassem exclusivamente à análise de propostas no plenário da Casa.

    Com a iniciativa, o paraibano faz o jogo do governo Lula, atendendo a um pedido do líder José Guimarães, e inviabiliza que membros da CCJ analisem ainda nesta semana o projeto que equipara organizações criminosas, como o Comando Vermelho e o PCC, a grupos terroristas.

    Apoiadores do texto, parlamentares da oposição tinham a expectativa de analisar o tema amanhã, que já havia tido sua apreciação adiada mais cedo.

    O texto estava na pauta da CCJ nesta terça-feira, mas Paulo Azi, presidente da principal comissão da Casa, nem iniciou os trabalhos, porque, enquanto aguardava o quórum ser alcançado, viu a ordem do dia do plenário ser aberta por Motta. Os colegiados não podem apreciar nada enquanto a sessão deliberativa do plenário estiver ocorrendo.

    O próprio Guimarães reconheceu ter articulado junto a Motta e a Azi para evitar que o assunto fosse votado. Para ele, a medida tem implicações sérias e deve ser debatida em uma comissão especial ou em um grupo de trabalho.

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    O líder do governo na Câmara defende ainda que o relator seja substituído por um nome capaz de construir um parecer mais consensual. O posto é de Guilherme Derrite, secretário de segurança pública do governo de Tarcísio de Freitas e que se licenciou do cargo para se dedicar à tramitação da iniciativa. Para governistas, ele é “oposição demais” e não conseguirá fazer um relatório equilibrado.

    Paralelo à atuação de Guimarães, a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) operou para impedir o avanço da proposição. Ela acionou membros da base aliada, pediu que eles comparecessem às sessões da CCJ e obstruíssem os trabalhos, o que, pelo menos nesta semana, acabou não sendo necessário.

    Apesar disso, a leitura é que há uma maioria expressiva pela aprovação do projeto.

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    A ideia de aliados de Lula é esticar ao máximo essa apreciação para que a pressão pela votação, causada principalmente pela megaoperação policial contra as facções nos complexos da Penha e do Alemã0 na semana passada, arrefeça.

    Para aliados de Lula, a postura de Motta reflete o bom momento que ele vive com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após passar a ter papel de protagonismo nas negociações de emendas e de cargos entre Executivo e Legislativo,

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