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Forças Armadas querem agilizar chegada de blindados na fronteira com a Venezuela

Exercício militar que ocorrerá próximo ao país vizinho tem entre os objetivos acelerar a mobilização de tropas e equipamentos

Por Marcela Mattos Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 27 jan 2025, 17h25 - Publicado em 25 jan 2025, 11h34

No fim de 2023, o comandante do Exército, Tomás Paiva, foi convocado de última hora para uma reunião com o chefe do Exército da Guiana, país vizinho ao Brasil. No encontro, o general foi alertado de que havia uma movimentação atípica das tropas de Nicolás Maduro, que estariam se armando para levar adiante uma operação para assumir o domínio do território de Essequibo, estado guianense abundante em petróleo e ouro e historicamente reivindicado pela Venezuela.

Em dezembro daquele ano, foi aprovado um referendo pela anexação de Essequibo à Venezuela, medida rechaçada pela Guiana. Para chegar ao território, as forças venezuelanas teriam de cruzar o Brasil, a única passagem terrestre possível, o que representaria uma ameaça à soberania nacional. O governo brasileiro foi informado do alerta e reagiu imediatamente, deslocando para a região reforços no efetivo, veículos blindados e munições.

Leia também: Demonstração de força: Militares brasileiros farão exercício na fronteira da Venezuela

Os equipamentos, porém, não estavam de prontidão e eram guardados em regiões distantes – principalmente em Cascavel, no Paraná. O deslocamento das viaturas é complexo e se dá por meio de rodovias e balsas específicas que suportam o peso dos equipamentos. A mobilização levou um mês para chegar à região onde o conflito parecia iminente.

A chegada dos blindados foi considerada demorada pela cúpula das Forças Armadas. Por isso, entre os objetivos do exercício militar previsto para acontecer em outubro deste ano está melhorar o planejamento logístico e estratégico do deslocamento de materiais em situações urgentes.

A Operação Atlas, como foi batizado o trabalho de adestramento das tropas, acontecerá em Roraima, estado que faz fronteira com a Venezuela. A região foi escolhida em meio à escalada da tensão com o ditador Nicolás Maduro. Ao longo de quinze dias, milhares de militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica vão simular uma situação de combate na região.

Na última semana, Maduro também colocou suas tropas nas fronteiras alegando que estava realizando um treinamento para preparar suas forças para defender a soberania e a paz nacionais.

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