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Prorrogamos a Black: VEJA com preço absurdo

CPMI do INSS vai ouvir dono de empresa que repassou R$ 3 milhões a aliado de Davi Alcolumbre

Parlamentares querem saber os motivos do pagamento milionário ao ex-assessor do presidente do Congresso

Por Ricardo Chapola Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 nov 2025, 17h00

A CPMI do INSS marcou para segunda-feira, 24, o depoimento do empresário Rodrigo Moraes, um dos fundadores da Arpar Participação. A empresa entrou no radar da comissão após VEJA revelar que ela repassou 3 milhões de reais a Paulo Boudens, homem de confiança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Segundo a Polícia Federal, a empresa era usada pelos criminosos para lavar dinheiro e pagar propina aos beneficiários do esquema de fraudes das aposentadorias. Entre setembro de 2023 e fevereiro do ano passado, a Arpar movimentou 98 milhões de reais.

Metade desse montante – 49 milhões – foi depositado pelo lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e considerado como um dos principais operadores das fraudes – estimadas em 4 bilhões de reais.

Na época em que Paulo Boudens recebeu o dinheiro da Arpar, ele atuava como assessor parlamentar no gabinete de Davi Alcolumbre. Desde outubro de 2024, está lotado no Conselho Político do Senado, com um salário de 30.000 reais.

Patrimônio bilionário

A Arpar foi fundada por Rodrigo Moraes e Anderson Orlandini. Os dois também são donos da Arm Capital do Brasil, empresa que é alvo de um inquérito por suspeitas de praticar crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

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Fundada em 2019 e sediada em São Paulo, a Arm Capital passou a ser investigada depois de um alerta de uma instituição financeira que passou a suspeitar das remessas ao exterior feitas pela empresa.

Em um comunicado emitido para o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) e anexado ao inquérito, a instituição financeira sustenta que a Arm Capital vinha fazendo transações internacionais sem justificar a origem do dinheiro e sem ter capacidade financeira. Entre maio de 2022 e novembro do mesmo ano, ela realizou 862 operações bancárias, somando  276 milhões de reais.

O banco informou que resolveu procurar o Coaf porque representantes da Arm Capital resistiram a fornecer documentos.

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“Diante da resistência destacada, nos questionamos se a origem do capital da empresa era, de fato, de investidores qualificados e profissionais pois, não sendo esta uma verdade, certamente os sócios não apresentavam capacidade financeira para o porte da empresa que, como destacado, movimentou elevado valor nesta instituição”, informou o banco.

Os investigadores estiveram na sede da Arm Capital e constataram que a empresa não funciona no endereço declarado, despertando ainda mais a desconfiança.

“A Arm Capital figura exclusivamente como beneficiária em todas as transações identificadas, totalizando uma soma expressiva e que grande parte desses valores foram enviados por pessoas jurídicas cuja constituição é duvidosa”, diz um trecho do inquérito.  Relatórios do Coaf mostram que as contas da companhia receberam cerca de 120 milhões de reais em depósitos entre 2018 e 2023.

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