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Cobiça do Centrão pelo Ministério da Justiça mira objetivo maior: a Polícia Federal

Às vésperas da reforma ministerial, parlamentares têm se movimentado para derrubar Ricardo Lewandowski do cargo

Por Laryssa Borges Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 jan 2025, 19h58

Todo partido que pleiteia cargos de primeiro escalão tem objetivos variados. Postos em ministérios relevantes podem ampliar influência política, facilitar o acesso aos cofres públicos, abrigar apadrinhados na administração e catapultar carreiras para voos mais ambiciosos. Podem também significar outra coisa. Nos últimos meses, o União Brasil e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), favorito para presidir o Senado a partir de fevereiro, demonstraram apetite, no mínimo, incomum pelo Ministério da Justiça.

Alcolumbre, que teve papel decisivo na escolha dos três nomes do partido que hoje ocupam o primeiro escalão do governo, tem planos de emplacar Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no cargo. Seria apenas um legítimo rearranjo na correlação de forças entre partidos não fosse o diagnóstico feito por auxiliares próximos do ministro Ricardo Lewandowski. Para eles, a cobiça pela cadeira é uma tentativa de assumir o controle da Polícia Federal.

Republicana, em teoria a corporação comandada pelo delegado Andrei Rodrigues tem autonomia para tocar suas próprias investigações, elencar quais casos terão prioridade, escolher áreas que serão contempladas com recursos e apurar suspeitas contra integrantes do governo ou da oposição.

Tentar manobrar o ritmo e os rumos de um caso policial não é impossível. Superior hierárquico da PF, o Ministério da Justiça pode, por exemplo, atrasar ou agilizar o cerco a determinado suspeito simplesmente cumprindo funções burocráticas. A pasta é responsável, entre outras coisas, por nomear superintendentes que chefiarão as equipes nos estados, liberar dinheiro para tocaias contra alvos específicos e autorizar ou vetar viagens de investigadores a serviço.

Não é de hoje que parlamentares de diferentes matizes alimentam ambições de tomar as rédeas da PF. Agora, por um motivo adicional. Mais de dez anos depois do início da Lava-Jato, a polícia tem avançado em investigações sobre um escândalo capaz de rivalizar com os mais conhecidos propinodutos da história do país.

A partir da fraude de uma licitação para obras contra a seca, foi identificada uma organização criminosa suspeita de ter movimentado quase 1,5 bilhão de reais em empreendimentos e contratos fraudulentos, inclusive com o uso criminoso de dinheiro de emendas. Menções ainda superficiais a parlamentares como ex-favorito a presidir a Câmara dos Deputados Elmar Nascimento (União Brasil-BA) levaram o caso para o Supremo, a quem caberá dizer se há ou não motivos para o alto nível de preocupação que tomou conta de grande parte da classe política.

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