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Caso Banco Master explode, pressiona o STF e pode afetar as eleições no Rio

Aportes do fundo de previdência do Rio no banco de Daniel Vorcaro entram na mira da Polícia Federal e acendem novo alerta político, institucional e eleitoral

Por Redação 23 jan 2026, 14h02 • Atualizado em 23 jan 2026, 14h29
  • A nova operação da Polícia Federal contra fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro por aportes no Banco Master adicionou mais um capítulo a uma investigação que já extrapolou o campo financeiro e passou a pressionar instituições políticas e o Judiciário. A ação, batizada de Operação Barco de Papel, mira suspeitas de irregularidades em investimentos do Rioprevidência em títulos do banco controlado por Daniel Vorcaro (este texto é um resumo do vídeo acima).

    A operação cumpriu mandados de busca e apreensão na sede do fundo e em endereços nos bairros de Botafogo e Urca, no Rio. Os investigadores apuram crimes como associação criminosa, corrupção passiva, gestão fraudulenta, desvio de recursos e crimes contra o sistema financeiro. É a terceira ação da PF envolvendo o Banco Master, que já entrou em processo de liquidação.

    O que motivou a nova operação da Polícia Federal?

    A investigação teve início a partir de uma auditoria do Ministério da Previdência Social, aberta em novembro, que identificou um crescimento incomum dos investimentos do Rioprevidência no Banco Master. Segundo o ministério, a mudança abrupta no padrão de aplicação foi detectada por métricas de risco e análise de comportamento de mercado.

    No programa Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz, o colunista Robson Bonin afirmou que o caso segue um roteiro já conhecido: fundos de previdência administrados por indicados políticos aplicam recursos públicos em negócios de alto risco, sob a justificativa formal de legalidade.

    Bonin ressaltou que outras instituições financeiras analisaram os papéis do Banco Master e optaram por não investir, o que reforça as suspeitas sobre os critérios adotados pelo fundo fluminense. Para ele, a operação indica que a PF deve avançar sobre negócios do banco em diferentes regiões do país.

    Como o caso respinga no cenário político do Rio?

    A operação ocorre em um momento sensível para o Rio de Janeiro, às vésperas de uma disputa eleitoral estadual. Bonin observou que o episódio tende a virar combustível político, embora o prefeito Eduardo Paes tenha se apressado em declarar que a prefeitura não tem relação com o Rioprevidência.

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    O escândalo afeta diretamente servidores que dependem do fundo de previdência e amplia o desgaste sobre a gestão dos recursos públicos no estado, um tema recorrente em disputas eleitorais fluminenses.

    Por que o Banco Master também pressiona o STF?

    Parte do inquérito envolvendo o Banco Master tramita no Supremo Tribunal Federal devido à menção lateral a um parlamentar com prerrogativa de foro. Isso abriu um debate interno sobre a permanência do caso na Corte. O relator é o ministro Dias Toffoli, cuja condução do processo vem sendo alvo de críticas.

    A colunista Marcela Rahal destacou que há discussão sobre a possibilidade de o caso descer para a primeira instância, já que não há, até o momento, indícios diretos de envolvimento de autoridades com foro especial. Ainda assim, o presidente do STF, Edson Fachin, declarou apoio à manutenção da relatoria com Toffoli, cabendo a ele decidir sobre eventual mudança de instância.

    O desgaste do STF pode aumentar?

    Para Marcela Rahal, o caso tem causado danos à imagem institucional do Supremo. Pesam nesse cenário o sigilo imposto ao processo e a divulgação de relações de familiares de ministros com pessoas ligadas ao Banco Master. O ministro Gilmar Mendes também saiu em defesa de Toffoli, reforçando um movimento de proteção corporativa dentro da Corte.

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    Além disso, investigações jornalísticas apontaram contratos milionários envolvendo pessoas próximas a ministros do STF e o grupo ligado a Daniel Vorcaro, o que ampliou a pressão pública e motivou manifestações críticas à Corte no fim de semana.

    Qual é o impacto para a confiança nas instituições?

    Na avaliação de Mauro Paulino, novo colunista de VEJA, o caso do Banco Master aprofunda a desconfiança dos brasileiros em relação às instituições. Ele lembrou pesquisas que mostram o Judiciário entre os poderes pior avaliados pela população, ao lado do Congresso Nacional.

    Segundo Paulino, esse tipo de noticiário reforça a percepção de que também o Judiciário estaria contaminado por práticas associadas à corrupção, alimentando um sentimento de insegurança institucional e de falta de representação política entre os eleitores.

    O que ainda pode vir pela frente?

    Os comentaristas concordam que a operação desta semana dificilmente será o último capítulo. As investigações devem avançar sobre novos aportes, possíveis conexões políticas e decisões administrativas que permitiram o direcionamento de recursos públicos ao Banco Master.

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    Enquanto isso, o caso segue pressionando o STF, tensionando o ambiente político no Rio de Janeiro e ampliando o impacto de um escândalo que começou no mercado financeiro, mas rapidamente ganhou contornos institucionais e eleitorais.

    VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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