A Neoenergia emitiu 1 bilhão de reais Debêntures Verdes no âmbito do Programa Eco Invest, mostra nota enviada à imprensa nesta segunda-feira, 15. Os recursos captados serão destinados a iniciativas voltadas à modernização da infraestrutura elétrica, como a instalação de smart grids (redes inteligentes), o aterramento de linhas expostas a riscos climáticos e a renovação de subestações, linhas de transmissão e redes de distribuição."Essas medidas elevam a eficiência do sistema, reduzem perdas técnicas e contribuem diretamente para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE), em linha com os critérios do Programa Eco Invest e dos padrões internacionais de Debêntures Verdes", diz a empresa.O Bradesco BBI, banco de atacado do Bradesco, atuou como coordenador exclusivo e assessor ESG da emissão. A empresa financeira apoiou a companhia na obtenção do parecer independente da ERM para que a operação atendesse às exigências de destinação de recursos para projetos com benefícios ambientais mensuráveis.Fabiana Costa, head de Sustentabilidade do Bradesco, ressalta que a operação está alinhada à estratégia de negócios sustentáveis da Organização. "A emissão de Debêntures Verdes da Neoenergia, primeira dentro do nosso Programa Eco Invest e pioneira no setor de energia, reforça nossa capacidade de estruturar soluções financeiras inovadoras que aceleram a transição energética no país", diz Costa.Com prazo de 10 anos e pagamento de juros semestrais, a emissão contou com parecer independente da ERM, que confirmou a aderência da operação ao Protocolo de Emissão de Dívida Verde & ESG da Neoenergia e ao Programa Eco Invest.O programa, anunciado pelo Ministério da Fazenda, viabiliza projetos estratégicos para a indústria verde, recuperação de biomas, infraestrutura para lidar com os efeitos das mudanças do clima e de inovação tecnológica para a transformação ecológica.O setor elétrico responde por cerca de 25% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). Nesse contexto, operações financeiras que canalizam capital para soluções de baixo carbono têm papel decisivo na aceleração da descarbonização e na construção de uma matriz elétrica mais resiliente e sustentável no Brasil.