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Ucrânia revida ataques e atinge Rússia com mais de 150 mísseis e drones

Moscou diz que interceptou os projéteis, inclusive armas fabricadas pelos EUA e Reino Unido – o que Putin afirma tornar esses países alvos legítimos

Por Redação 14 jan 2025, 11h04

A Ucrânia atingiu sete regiões na Rússia com um ataque “massivo” de drones e mísseis, danificando pelo menos duas fábricas e forçando o fechamento de escolas, de acordo com autoridades e mídia russas. O Ministério da Defesa do país afirmou que, na ofensiva, foram disparados seis mísseis balísticos ATACMS, fabricados pelos Estados Unidos, seis mísseis de cruzeiro Storm Shadow, do Reino Unido, e pelo menos 146 drones. O Kremlin prometeu uma retaliação.

O ministério disse que as forças de defesa russas haviam derrubado todos os mísseis ocidentais disparados pela Ucrânia na região de Bryansk, bem como os 146 drones. Mais dois Storm Shadows foram abatidos sobre o Mar Negro, afirmou a pasta.

“As ações do regime de Kiev, apoiadas por seus curadores ocidentais, não ficarão sem resposta”, disse o Ministério da Defesa.

O canal Shot Telegram, do blogueiro de guerra russo Two Majors, definiu o incidente como “um ataque combinado massivo no território das regiões russas”. Segundo ele, sirenes de alerta contra ataques foram acionadas na grande refinaria de Taneco, em Nizhnekamsk, na república russa do Tartaristão.

Alexander Bogomaz, governador da região de Bryansk, no oeste da Rússia, confirmou os disparos contra a área.

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Na cidade russa de Engels, lar de uma base aérea que abriga bombardeiros nucleares da Rússia, o governador de Saratov, Roman Busargin, disse que uma empresa industrial havia sido danificada por um drone, mas não deu mais detalhes. Ele acrescentou que as escolas de Saratov e Engels suspenderam aulas presenciais, a serem realizadas de forma remota.

Restrições de voos foram impostas em Kazan, Saratov, Penza, Ulyanovsk e Nizhnekamsk, informou o órgão de fiscalização da aviação da Rússia.

Ameaças de Putin

Quando a Ucrânia lançou mísseis americanos e britânicos contra a Rússia pela primeira vez, em novembro do ano passado, Moscou respondeu disparando um novo modelo de míssil balístico hipersônico, conhecido como “Oreshnik”, contra o território ucraniano. O presidente russo, Vladimir Putin, caracterizou o episódio como uma resposta direta uso de armas ocidentais para ataques ao seu país.

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Depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu sinal verde para Kiev usar ATACMS contra a Rússia, Putin declarou que a guerra na Ucrânia estava se transformando em um conflito global, e alertou o Ocidente que Moscou poderia revidar contra quaisquer países cujas armas atingissem solo russo.

O presidente eleito americano, Donald Trump, pediu por um cessar-fogo e negociações para encerrar a guerra rapidamente, deixando uma incógnita sobre a continuidade apoio militar de Washington à Ucrânia.

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