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Ucrânia pode alcançar paz ‘justa e duradoura’ com apoio de Trump, diz ministro

Presidente dos EUA pressiona seu homólogo russo, Vladimir Putin, a aceitar uma trégua de 30 dias na guerra

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO , Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 mar 2025, 12h08

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou nesta terça-feira, 18, que o país conseguirá alcançar “uma paz justa e duradoura” a partir das negociações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o fim da guerra contra a Rússia. A declaração ocorre em meio a tensões entre Kiev e Washington, cuja relação segue turbulenta após um constrangedor bate-boca entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca, no final de fevereiro.

“Não somos um obstáculo para alcançar a paz. Realmente esperamos do lado russo um sim incondicional para o cessar-fogo”, disse Sybiha durante um painel de discussão em uma conferência geopolítica anual em Nova Déli, na Índia.

“Nossa abordagem: agora é hora de diplomacia, de uma diplomacia forte”, acrescentou ele. “Também acreditamos realmente que, com a liderança do presidente Trump, poderíamos alcançar uma paz justa e duradoura.”

Os Estados Unidos atuam como o principal mediador da guerra na Ucrânia, mas o retorno do republicano à Casa Branca mudou as regras do jogo. Seu antecessor, Joe Biden, era aliado declarado de Kiev, ao passo que Trump tem aproximado os laços com Moscou. Entre os dois lados, Trump escolheu conversar primeiro com o presidente russo sobre as negociações para o fim do confronto.

A situação ganhou contornos ainda mais tensos após a Ucrânia ser excluída da mesa de negociações numa reunião em Riad, capital da Arábia Saudita. Em meio às críticas do presidente ucraniano sobre a ausência de um convite, Trump disse que Kiev era responsável pela guerra, iniciada após tropas russas invadirem o país vizinho. Além disso, acusou Zelensky de ser um “ditador sem eleições” (seu mandato expirou em maio passado, mas não houve novo pleito porque o país está em estado de guerra).

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No mês passado, Trump culpou o ucraniano pelo confronto, disse que ele precisava “agir rápido ou não terá mais um país” e que a Ucrânia “pode ser russa um dia”. Tudo isso antes da discussão na Casa Branca, na qual o republicano afirmou que Zelensky flertava com a Terceira Guerra Mundial. Após a reunião em Washington, Zelensky admitiu que o encontro “não ocorreu como deveria” e que é “lamentável que tenha acontecido dessa forma”. Semanas mais tarde, a Ucrânia deu OK para a trégua com a Rússia – uma espécie de afago a Trump.

Putin sob pressão

No momento, Trump pressiona o seu homólogo russo, Vladimir Putin, a aceitar uma trégua de 30 dias na guerra na Ucrânia, que se estende por mais de três anos. O governo ucraniano, por sua vez, já concordou com a proposta. Zelensky, no entanto, rejeita qualquer proposta de paz que viole a soberania da Ucrânia ao ceder parte de seu território à Rússia – uma das sugestões do republicano para o fim das hostilidades.

O líder dos EUA fará um telefonema a Putin nesta terça-feira para tentar convencê-lo a aderir à trégua. Trump deu a entender alguns aspectos que podem constituir um plano de longo prazo para o fim da guerra na semana passada. Antes do telefonema, a Casa Branca declarou que “nunca estivemos tão perto da paz quanto neste momento”, enquanto Trump disse que conversará com Putin sobre “terras”, “usinas de energia” e “dividir certos ativos”.

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A ligação servirá como um teste das habilidades de negociação de Trump e de seu relacionamento com o líder russo, o que deixou os aliados tradicionais dos Estados Unidos cautelosos.

“Muitos elementos de um acordo final foram acertados, mas ainda falta muito”, disse Trump em uma postagem em sua rede social, a Truth, na segunda-feira. “Cada semana traz 2.500 novas mortes de soldados, de ambos os lados, e isso deve acabar AGORA. Estou muito ansioso pela ligação com o presidente Putin.”

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