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Trump diz que pode ter reunião com Putin e Zelensky ainda nesta segunda-feira

Presidente ucraniano e líderes da União Europeia participam de reunião para discutir possível fim à guerra entre Rússia e Ucrânia

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 ago 2025, 14h59

Ao lado de Volodymyr Zelensky, antes de uma reunião a portas fechadas com o presidente da Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode ter uma reunião trilateral como o homólogo ucraniano e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, se “tudo correr bem”.

“Há uma chance razoável de que essa negociação avance”, disse o republicano no Salão Oval da Casa Branca. “Se tudo correr bem hoje, teremos uma reunião trilateral”.

Em sequência, Trump afirmou que ligará para Putin e reconheceu que, “se não tivermos uma trilateral, a luta continua”. Se houver uma reunião, por outro lado, “há uma boa chance de talvez acabar com isso”.

Questionado se garantias de segurança para a Ucrânia poderiam envolver tropas americanas, Trump disse:

“Informaremos isso talvez mais tarde hoje. Também nos reuniremos com sete grandes líderes de grandes países e falaremos sobre isso. Todos estarão envolvidos, mas haverá muita, muita ajuda”, disse.

Os termos de segurança podem representar um compromisso visando proteger a Ucrânia sem permitir que o país ingresse na OTAN — uma medida que a Rússia há muito tempo alerta que não aceitaria. O enviado especial de Trump, Steve Witkoff, descreveu anteriormente tais garantias como “proteções semelhantes às do Artigo 5”, semelhantes às concedidas aos países membros da OTAN.

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Junto a Trump, Zelensky disse que seu país precisa de “tudo”, quando questionado por um repórter sobre quais garantias são necessárias para fechar um acordo. Ele disse que a Ucrânia precisa primeiro de um exército forte, que inclua armas, pessoal, treinamento e inteligência — e tudo isso dependeria de “grandes países”, como EUA e aliados, segundo ele,

 Zelensky e líderes da União Europeia chegaram a Washington nesta segunda-feira para a aguardada reunião convocada por Trump para discutir um possível fim à guerra entre Rússia e Ucrânia.

O secretário-geral da Otan, principal aliança militar ocidental, Mark Rutte, foi o primeiro a chegar, seguido da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Em sequência chegaram o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Eles serão acompanhados do chanceler alemão, Friedrich Merz, do presidente da França, Emmanuel Macron, e do presidente da Finlândia, Alexander Stubb.

A cúpula segue um encontro entre Trump e Vladimir Putin na sexta-feira e a pressão do presidente americano sobre Zelensky. O republicano descartou permitir que a Ucrânia se junte à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ou retome controle da Crimeia, ocupada pela Rússia desde 2014, como parte das negociações de paz com Moscou.

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Os comentários dispararam alarmes entre diplomatas europeus. Durante sua última visita à Casa Branca, em fevereiro, Zelensky virou saco de pancadas do presidente americano e seu vice, J.D. Vance, que o acusaram de ingratidão e desrespeito e lhe disseram: “Você não está em uma boa posição. Você não tem as cartas certas agora” — insinuando que quem tinha as cartas eram Trump e o presidente russo, Vladimir Putin.

Reação de Zelensky

Na noite de domingo, ao chegar a Washington, D.C., para a cúpula desta segunda, o líder ucraniano disse esperar que a “força compartilhada” da Ucrânia com os americanos e seus homólogos europeus leve a Rússia à paz.

“Sou grato ao presidente dos Estados Unidos pelo convite. Todos nós queremos igualmente encerrar esta guerra de forma rápida e confiável”, postou Zelensky em seu canal no aplicativo de mensagens Telegram. “E espero que nossa força compartilhada com os Estados Unidos e nossos amigos europeus leve a Rússia à paz verdadeira.”

Depois, em um post no X (ex-Twitter), ele afirmou que “os ucranianos estão lutando por sua terra, por sua independência” e sinalizou que não vai ceder territórios a Rússia para acabar com a guerra.

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“Todos nós compartilhamos um forte desejo de encerrar esta guerra de forma rápida e confiável. E a paz deve ser duradoura. Não como foi anos atrás, quando a Ucrânia foi forçada a ceder a Crimeia e parte do nosso Leste — parte de Donbas — e Putin simplesmente usou isso como trampolim para um novo ataque”, disse Zelensky. “Claro, a Crimeia não deveria ter sido cedida naquela época, assim como os ucranianos não cederam Kiev, Odesa ou Kharkiv depois de 2022. Os ucranianos estão lutando por sua terra, por sua independência”, completou.

Cúpula com Putin

Mesmo antes dos comentários de Trump no domingo, Kiev enfrentava uma difícil tarefa: reverter os danos causados pela cúpula Trump-Putin na última sexta-feira, que não teve avanços concretos em direção à resolução do conflito, mas retirou o líder russo de seu isolamento internacional. Apesar disso, o presidente americano acusou a mídia de deturpar seu “grande encontro no Alasca” e afirmou ter feito “grande progresso” em relação à Rússia, sem dar detalhes.

No encontro desta segunda-feira, os líderes europeus devem reafirmar seu apoio à integridade territorial da Ucrânia e oposição a qualquer plano para trocar de terras que recompense a agressão russa. Também pode estar na pauta quais garantias de segurança os Estados Unidos estão dispostos a oferecer em caso de um acordo, uma demanda ucraniana para encerrar a guerra sem correr risco de uma futura invasão.

Mikhail Ulyanov, enviado da Rússia a organizações internacionais em Viena, afirmou na manhã desta segunda que a Rússia concorda que qualquer futuro acordo de paz com a Ucrânia deve fornecer garantias de segurança a Kiev, mas a Rússia “tem o mesmo direito de esperar que Moscou também obtenha garantias de segurança eficientes”.

O enviado especial de Trump, Steve Witkoff, disse à emissora americana CNN que Putin havia concordado pela primeira vez que os Estados Unidos e a Europa fornecessem proteção à Ucrânia como parte de um acordo. Isso estaria fora dos auspícios da Otan, mas seria equivalente ao pacto de autodefesa do Artigo 5 da aliança, indicou Witkoff — aquele em que todos os membros são implicados caso um deles seja agredido.

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