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Sob sombra de Trump, Otan passa a controlar defesas aéreas dos EUA na Polônia

Estratégia é transferir protagonismo americano para Europa na fronteira com a Ucrânia, em meio a incertezas sobre posição do futuro governo na guerra

Por Redação 10 jan 2025, 12h41

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assumiu o controle das defesas aéreas dos Estados Unidos na Polônia na quinta-feira 9 em um movimento estratégico para trazer mais protagonismo a nações europeias na fronteira de uma Ucrânia em guerra poucos dias antes da posse do presidente eleito Donald Trump, marcada para 20 de janeiro.

O coronel Martin O’Donnel, porta-voz do quartel-general da Otan, afirmou que o objetivo da mudança proteger centros logísticos na Polônia, considerados essenciais para o fornecimento de ajuda ocidental a Kiev em meio ao conflito contra a Rússia.

A transição faz parte de uma estratégia arquitetada ao longo de meses para transferir o protagonismo dos Estados Unidos no auxílio à resistência ucraniana para os países europeus. A iniciativa ocorre em meio a incertezas sobre o futuro do apoio americano à Kiev e à Otan n segundo mandato de Trump. Durante sua campanha, ele questionou tanto o custo da assistência militar ao país em guerra quanto a permanência de Washington na aliança.

Nas semanas últimas semanas, o governo do atual presidente americano, Joe Biden, também vêm intensificando os esforços para transformar a ajuda à Ucrânia em uma operação liderada pela Otan, para blindar esse setor de possíveis alterações durante o próximo governo. “Esse trabalho está em andamento, com a Otan assumindo cada vez mais responsabilidades diariamente”, afirmou O’Donnell.

Na quinta-feira, o governo Biden anunciou um pacote final de US$ 500 milhões em ajuda militar à Ucrânia. Além disso, a Otan começou no mês passado a assumir funções do Grupo de Assistência à Segurança-Ucrânia (SAG-U), responsável pelo fluxo de armas e equipamentos ocidentais para Kiev.

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Outra peça-chave no apoio aos ucranianos é o Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia (UDCG), liderado pelos Estados Unidos e composto por cerca de 50 países. Na última reunião realizada em Ramstein, na Alemanha, o secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, pediu aos aliados que mantenham o compromisso com Kiev.

“A coalizão para apoiar a Ucrânia não pode vacilar, não pode falhar”, disse ele.

Em novembro, os Estados Unidos inauguraram uma nova base de defesa aérea na cidade de Redzikowo, no norte da Polônia, que começou a ser construída bem antes do início da guerra na Ucrânia, nos anos 2000.

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