Rússia condena jornalista ucraniano a 12 anos de prisão por espionagem
Roman Sushchenko está preso desde 2016 na Rússia, acusado de fornecer segredos de Estado à inteligência ucraniana
Um tribunal de Moscou sentenciou nesta segunda-feira (04) a 12 anos de prisão o jornalista ucraniano Roman Sushchenko pelo crime de espionagem, informaram veículos de imprensa russos.
A Promotoria pedia 14 anos de detenção para o jornalista ucraniano, que está preso preventivamente na Rússia desde 2016. Segundo a agência russa, TASS, o caso é classificado como secreto e foi examinado a portas fechadas.
O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia deteve Sushchenko em setembro de 2016, quando voava de Moscou para Paris, onde era correspondente da agência estatal Ukrinform. Ele foi acusado de ser oficial da inteligência militar ucraniana e trabalhar em Moscou como agente encoberto. Segundo o FSB, o jornalista reunia para Kiev “segredos de Estado sobre a atividade das Forças Armadas e da Guarda Nacional da Rússia”.
Após a divulgação da condenação, o advogado de Sushchenko, Mark Feiguin – que também defendeu a piloto ucraniana Nadezhda Savchenko, condenada na Rússia pelo assassinato de dois jornalistas, – afirmou que seu cliente poderia ser trocado pelo jornalista russo Kirill Vishinski, detido em maio em Kiev por alta traição.
A Ucrânia denunciou em repetidas ocasiões a detenção de Suschenko e pediu à comunidade internacional que pressionasse a Rússia para conseguir sua libertação.
As relações entre as duas nações seguem tensas desde 2014, quando, após uma revolta popular derrubar o presidente pró-russo da Ucrânia, a Rússia anexou a região da Crimeia e uma insurgência separatista pró-russa irrompeu no leste do país.
(Com EFE e Reuters)