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Presidente afastado da Coreia do Sul se recusa a depor após ser detido

Yoon Suk-yeol, que também sofreu impeachment, é acusado de golpe de Estado pela tentativa de imposição de lei marcial no país

Por Redação Atualizado em 16 jan 2025, 09h39 - Publicado em 16 jan 2025, 09h30

Yoon Suk-yeol, presidente da Coreia do Sul afastado do cargo por impeachment, não compareceu a um segundo dia de interrogatórios nesta quinta-feira, 16, após ser preso no âmbito de uma investigação que o acusa de golpe de Estado pela tentativa de imposição de lei marcial no país.

“O presidente Yoon não está bem e explicou completamente sua posição ontem, então não há mais nada para ser interrogado”, disse um de seus advogados, Yoon Kab-keun, à agência de notícias sul-coreana Yonhap.

O presidente afastado já havia se recusado a falar e não concordou em gravar as entrevistas com investigadores na quarta-feira, exercendo seu direito de permanecer em silêncio. As autoridades podem mantê-lo sob custódia por 48 horas e depois devem pedir um mandado para detê-lo por até 20 dias, ou libertá-lo.

Prisão de Yoon

Yoon foi preso nesta quarta-feira, 15, após ignorar uma série de intimações para comparecer a interrogatórios do Escritório de Investigação de Corrupção para Oficiais de Alto Nível (CIO), tornando-se o primeiro presidente em exercício da Coreia do Sul a ser detido.

Uma tentativa anterior de prendê-lo foi frustrada, quando guardas presidenciais barraram o acesso dos investigadores à sua residência na área conhecida como Beverly Hills de Seul, onde está escondido desde que foi afastado por impeachment – também devido ao decreto de lei marcial em 3 de dezembro, de curta vigência.

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Ele finalmente se entregou e concordou em comparecer para interrogatório depois que mais de 3 mil policiais determinados a prendê-lo marcharam até sua residência nas primeiras horas de quarta-feira.

Os advogados de defesa chamaram o mandado de prisão de ilegal, denunciando que a equipe criada para investigá-lo não tinha jurisdição legal para pedir sua detenção.

Separadamente da investigação criminal de Yoon, o Tribunal Constitucional irá realizar uma segunda audiência em seu julgamento de impeachment. A decisão do tribunal determinará se Yoon será permanentemente afastado do cargo ou terá seus poderes restaurados. O presidente faltou a uma audiência na terça-feira 14, adiando o processo que deve durar no máximo 180 dias.

Ele foi transferido para o Centro de Detenção de Seul na quarta-feira, onde outras figuras relevantes, incluindo a ex-presidente Park Geun-hye e o presidente da Samsung Electronics, Jay Y. Lee, também passaram um tempo.

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