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Polícia desiste de prender presidente da Coreia do Sul após ser barrada

Agentes tentaram invadir residência de Yoon Suk-yeol, mas foram bloqueados pela guarda presidencial

Por Redação Atualizado em 3 jan 2025, 15h20 - Publicado em 3 jan 2025, 08h48

Policiais e agentes do gabinete anticorrupção da Coreia do Sul desistiram, nesta sexta-feira, 3, de prender Yoon Suk-yeol, presidente suspenso por um impeachment, após a guarda presidencial barrar o acesso à sua residência oficial – um impasse tenso que durou seis horas.

O mandado de prisão foi emitido pela Justiça coreana na última segunda-feira 30, a pedido do Escritório de Investigação de Corrupção para Altos Funcionários, depois que Yoon se recusou a prestar depoimento a respeito da imposição de lei marcial no país no início de dezembro, investigada como uma tentativa de golpe, caso que motivou seu afastamento pelo Parlamento.

Horas depois de entrarem no complexo presidencial em Seul, o gabinete anticorrupção publicou comunicado dizendo que considerou a prisão “praticamente impossível devido ao impasse em curso”. O texto acrescentou que “a preocupação com a segurança do pessoal no local levou à decisão de interromper a execução” e que os próximos passos serão decididos após uma revisão.

A agência de notícias sul-coreana Yonhap informou que a equipe que tentou invadir a residência presidencial era composta de 30 pessoas do gabinete anticorrupção e 120 policiais. Apesar de terem entrado no complexo, os oficiais foram confrontados por outros funcionários do serviço de segurança.

Não está claro se haverá outra tentativa de deter Yoon, que é o primeiro presidente em exercício na história do país a ser alvo de um pedido de prisão. O mandado expira na próxima segunda-feira, 6.

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Enquanto isso, os advogados de Yoon declararam que tomariam medidas legais imediatas para bloquear quaisquer iniciativas semelhantes, descrevendo o pedido de prisão como “ilegal e inválido”. Segundo a defesa, há uma lei que impede que locais potencialmente ligados a segredos militares sejam revistados sem o consentimento da pessoa responsável — neste caso, o presidente.

O impasse entre a polícia e a guarda presidencial ocorreu em meio a protestos de apoiadores de Yoon. Cerca de 1.200 pessoas se reuniram do lado de fora de sua residência oficial enquanto as autoridades tentavam detê-lo. O grupo, em sua maioria composto de idosos, embora com alguns rostos mais jovens presentes, se reuniu em volta de mesas oferecendo chá e macarrão instantâneo. Muitos na multidão insistiram que a declaração de lei marcial de Yoon era constitucional e justificada.

O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, deve chegar à Coreia do Sul ainda nesta sexta para negociações.

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O ex-ministro da Defesa de Yoon, o chefe de polícia e vários comandantes militares de alto-escalão já foram presos por seus papéis na declaração da lei marcial em 3 de dezembro, que suspendeu por seis horas atividades políticas, a livre imprensa e reuniões civis não autorizadas no país para combater supostas “forças antiestatais” e “ameaças comunistas”, citando inimigos internos e a Coreia do Norte. A Assembleia Nacional logo reverteu a medida, desafiando os militares que invadiram o edifício parlamentar.

Duas semanas depois da imposição da lei marcial, o Parlamento votou pelo impeachment de Yoon. O Tribunal Constitucional tem 180 dias para decidir se mantém a destituição, o que desencadearia uma nova eleição presidencial, ou se restitui o cargo. Além disso, ele é investigado por insurreição em duas ações paralelas – se condenado, o crime pode acarretar em prisão perpétua ou até mesmo pena de morte.

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