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Operação israelense na Cisjordânia pode ameaçar cessar-fogo em Gaza, diz ONU

Ataques israelenses contra a cidade de Jenin mataram pelo menos 12 pessoas desde terça-feira

Por Da Redação
24 jan 2025, 13h59

O porta-voz do escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, Thameen Al-Kheetan, alertou nesta sexta-feira, 24, que a operação militar israelense na Cisjordânia que matou pelo menos 12 pessoas desde terça-feira, pode ameaçar o cessar-fogo entre Israel e o grupo militante palestino Hamas, que entrou em vigor no último domingo. 

A operação militar, chamada “Muralha de Ferro”, se concentra na cidade de Jenin, a terceira maior da Cisjordânia, e já forçou centenas de moradores a deixarem suas casas, algumas delas demolidas por militares israelenses. 

As autoridades israelenses alegam que a operação de Jenin tem como alvo o que os militares disseram ser grupos militantes apoiados pelo Irã no campo de refugiados adjacente à cidade.

No entanto, a ONU soou o alarme sobre o assassinato do que disse ser em sua maioria pessoas desarmadas durante a operação, pedindo um fim imediato da violência e uma interrupção na expansão dos assentamentos israelenses dentro do território palestino, o que configura crime sob o direito internacional.

“Nosso escritório verificou que pelo menos 12 palestinos foram mortos e 40 ficaram feridos pelas forças de segurança israelenses desde terça-feira, a maioria deles supostamente desarmados”, disse Al-Kheetan.

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Acordo de cessar-fogo

A operação na Cisjordânia foi lançada poucos dias após o início de um cessar-fogo em Gaza, que deu sinal verde para a interrupção das hostilidades com o Hamas no último domingo pela primeira vez em quinze meses. Dois dias após a trégua entrar em vigor, as forças de Tel Aviv indicaram o início de uma nova operação militar.

Após o cessar-fogo entrar em vigor na semana passada, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que os ataques recentes no outro território palestino marcaram “uma mudança na estratégia de segurança”.

Na quarta-feira, o exército de Israel cercaram um hospital do governo palestino e um campo de refugiados no coração de Jenin.

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Um comitê dentro da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que monitora a atividade israelense no território, informou que as IDF aumentaram o número de postos de controle militares e portões de ferro, chegando a quase 900.

Analistas avaliam que a operação israelense visa minar a Autoridade Palestina e seu potencial retorno a Gaza, onde propõe-se que forme um novo governo para substituir o Hamas, bem como dar continuidade às anexações de território palestino, consideradas ilegais perante o direito internacional. Além disso, a intensificação dos ataques na Cisjordânia pode ter servido de moeda de troca para que os membros mais radicais da coalizão que mantem Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, no poder (e que eram contra o acordo de cessar-fogo para encerrar a guerra em Gaza).

Ações independentes de colonos judeus

O ataque do Exército israelense a Jenin também foi acompanhado por um aumento na violência por parte de colonos judeus na Cisjordânia, em meio a indícios de que figuras que encabeçam assentamentos civis no território estão mirando aldeias onde os prisioneiros palestinos foram libertados como parte do acordo de cessar-fogo em Gaza.

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Colonos israelenses incendiaram veículos e propriedades em aldeias ao redor de Qalqilya, no norte da Cisjordânia, bem como Turmus Aya, perto de Ramallah.

Mais de 21 palestinos na Cisjordânia ocupada ficaram feridos como resultado dos ataques dos colonos, incluindo três crianças.

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