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Netanyahu visitou áreas ocupadas ilegalmente por forças de Israel na Síria, diz jornal

Após a queda de Bashar al-Assad, Israel expandiu controle nas Colinas de Golã e capturou novas áreas do mapa vizinho, como o cume do Monte Hermon

Por Da Redação
Atualizado em 17 dez 2024, 17h57 - Publicado em 17 dez 2024, 17h17

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou nesta terça-feira, 17, os territórios ocupados pelo país na Síria. A informação foi divulgada pelo jornal americano The New York Times, com base em relatos de autoridades israelenses. Após a queda do ex-presidente sírio, Bashar al-Assad, na semana passada, Israel progressivamente expandiu o controle nas Colinas de Golã e capturou novas áreas do mapa vizinho, como o cume do Monte Hermon, numa suposta medida de segurança temporária.

“Estou aqui no topo do Monte Hermon”, disse Netanyahu em uma declaração, acrescentando que a visita procurava “determinar o melhor arranjo” para garantir a proteção de Israel.

“Isso me deixa nostálgico. Eu estava aqui há 53 anos com meus soldados em uma patrulha das Forças de Defesa de Israel”, acrescentou ele. “O lugar não mudou, é o mesmo lugar, mas sua importância para a segurança de Israel só cresceu nos últimos anos, e especialmente nas últimas semanas, com os eventos dramáticos que estão acontecendo aqui abaixo de nós na Síria.”

O gabinete do premiê afirmou que a visita à “serra do Hermon” contou com a presença do ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, do chefe do Estado-Maior das FDI, Herzi Halevi, e com militares de alto-escalão. Eles revisaram a implantação das tropas na área e “e definiram diretrizes para o futuro”. Ao contrário das informações do NYT, a equipe de Netanyahu não especificou se as regiões visitadas haviam sido as capturadas neste mês ou apenas as ocupadas, e posteriormente anexadas por Israel, após a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Na conflito, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, a Península do Sinai, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã foram anexadas. Os soldados israelenses, contudo, deixaram Gaza em 2005, após 38 anos de ocupação. Até então, cerca de 8.500 judeus viviam no local. Após o desmantelamento do regime ditatorial de Assad por rebeldes, em 7 de dezembro, Israel iniciou uma nova leva de ataques aéreos para destruir ativos militares sírios, incluindo a Marinha e a Força Aérea do país.

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Futuro da Síria

A presença em Hermon, segundo Katz, proporciona uma visão privilegiada das movimentações da milícia libanesa Hezbollah no Vale do Bekaa, o que desencorajaria “os rebeldes em Damasco que alegam retratar uma fachada moderada, mas estão entre alguns dos ramos mais extremistas dos islâmicos”. O ministro também advertiu os soldados israelenses para se prepararem” totalmente para a possibilidade de uma presença estendida no local”.

A estadia dos militares israelenses, no entanto, não é bem-vista pelo novo governo sírio, que busca reconhecimento internacional. Na última semana, o líder rebelde Mohamed al-Bashir anunciou que será o primeiro-ministro interino da Síria, ficando encarregado de liderar um governo de transição até 1º de março de 2025. Anteriormente à ofensiva-relâmpago que derrubou Assad, encerrando seus 24 anos no poder, Bashir, 41 anos, trabalhou para o ministério do grupo responsável pelo desenvolvimento e pela ajuda humanitária na Síria

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