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Israel viola trégua com Hezbollah e ataca Beirute pela primeira vez desde novembro

Pouco antes, forças israelenses emitiram alerta para que moradores do sul da capital libanesa abandonassem suas casas o mais rápido possível

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 28 mar 2025, 13h47 - Publicado em 28 mar 2025, 11h26

As Forças de Defesa da Israel (FDI) atacaram nesta sexta-feira, 28, o sul de Beirute, capital do Líbano, pela primeira vez desde novembro do ano passado, quando um acordo de cessar-fogo foi firmado. Em comunicado, as FDI anunciaram que “atingiram um local de infraestrutura terrorista usado para armazenar UAVs (veículos aéreos não tripulados) pela Unidade Aérea do Hezbollah (127) na área de Dahieh”, um importante reduto do grupo em Beirute.

A declaração também alegou que a milícia libanesa, que troca disparos com Israel na fronteira desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, “sistematicamente incorpora sua infraestrutura terrorista em meio à população civil libanesa, um exemplo claro da exploração cínica de civis libaneses como escudos humanos pelo Hezbollah”.

Pouco antes dos ataques, as forças israelenses emitiram um alerta para que os moradores do sul de Beirute abandonassem suas casas o mais rápido possível. A área abriga uma série de escolas, que tiveram as aulas suspensas. O aviso marcava prédios em vermelho em um mapa, informando: “Vocês estão bem próximos de instalações afiliadas ao Hezbollah”.

“Para sua segurança e a segurança de suas famílias, vocês devem evacuar esses prédios imediatamente e se mover pelo menos 300 metros de distância”, acrescentava a mensagem.

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Trégua em risco

O Exército de Israel disse que dois projéteis foram disparados contra Israel nesta sexta, desafiando o frágil cessar-fogo com o Hezbollah, em vigor desde novembro. O grupo libanês, por sua vez, negou a autoria do ataque e disse estar comprometido com a trégua. Após os bombardeios contra o território israelense, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse que Kiryat Shmona, cidade no norte do país, e Beirute “serão tratados da mesma forma”.

“Se não houver paz em Kiryat Shmona e nas comunidades da Galileia, também não haverá paz em Beirute”, indicou ele em uma declaração do Ministério da Defesa.

Ainda em janeiro, jatos de combate das FDI realizaram uma série de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah no Vale de Beqaa, no leste do Líbano. Na ocasião, disseram em um comunicado que os alvos atingidos “representavam uma ameaça à retaguarda e às tropas israelenses”. Entre os locais na mira dos ataques aéreos estavam uma instalação militar com uma fábrica de armas subterrânea, além de infraestrutura do Hezbollah na fronteira entre a Síria e o Líbano, que o grupo terrorista usaria para contrabandear armas.

Os ataques se somam a uma série de acusações de violações do cessar-fogo por ambos os lados. Também em janeiro, o Hezbollah lançou um drone de vigilância em Israel, que os militares do país dizem ter sido interceptado, afirmando que não permitirão “atividades terroristas”. O episódio ocorreu depois de um ataque aéreo israelense a um comboio de armas da milícia libanesa.

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