Israel manda fechar fronteira com Egito por suposto contrabando de armas para Gaza
'Estamos declarando guerra. Qualquer pessoa que entrar na área restrita será atingida', disse o ministro da Defesa, Israel Katz
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, mandou fechar a fronteira entre seu país e o Egito nesta quinta-feira, 6, declarando a área uma zona militar fechada. Segundo ele, a ação foi necessária para evitar o suposto contrabando de armas do território egípcio para Gaza, onde um frágil cessar-fogo encerrou dois anos de conflito entre Israel e Hamas no início de outubro.
“Estamos declarando guerra. Qualquer pessoa que entrar na área restrita será atingida”, disse Katz durante uma reunião na noite de quarta-feira, conforme citado pela emissora pública KAN.
A Rádio do Exército informou que o ministro da Defesa concordou com David Zinni, o chefe do serviço de segurança interna Shin Bet, em classificar as supostas tentativas de contrabando de armas pela fronteira com o Egito como uma “ameaça terrorista”, para auxiliar os serviços de segurança “a usar as ferramentas apropriadas para combatê-la”.
De acordo com o jornal israelense Yedioth Ahronoth, Katz ordenou “atacar qualquer entidade não autorizada que se infiltre na área proibida”. Durante a cúpula emergencial de quarta-feira, o ministro “instruiu as Forças de Defesa de Israel (IDF) a transformar a área adjacente à fronteira em uma zona militar fechada e a ajustar as regras de engajamento para atacar qualquer pessoa não autorizada que penetrasse na área proibida, a fim de atingir os operadores e contrabandistas”, disse seu gabinete.
O veículo afirmou que a decisão foi tomada após o que o ministro chamou de “operações massivas de contrabando de armas” ao longo da fronteira. Nos últimos meses, o Exército israelense afirmou repetidamente ter frustrado tentativas de contrabando na fronteira por meio de drones, sendo o último episódio do tipo registrado na terça-feira 4.
As autoridades não especificaram quem são os responsáveis por essas supostas operações.
As acusações israelenses vêm após relatos de que o Hamas mobilizou suas forças para retomar o controle das ruas de Gaza após o cessar-fogo entrar em vigor, enfrentando grupos armados rivais em diferentes partes do enclave palestino e milícias locais acusadas de colaboração com serviços israelenses. Execuções de rivais foram feitas publicamente, gravadas em vídeo e divulgadas nas redes sociais.
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