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Equador entra em estado de exceção para combater violência e narcotráfico

Presidente Guillermo Lasso determinou que as Forças Armadas atuem nas ruas do país em operações de controle, buscas e apreensões

Por Da Redação
19 out 2021, 09h00 •
  • O presidente do Equador, Guillermo Lasso, declarou nesta segunda-feira 18 estado de exceção em todo o país em resposta ao aumento da criminalidade e violência. Em um pronunciamento à nação, ele disse que as Forças Armadas sairão às ruas para zelar pela segurança dos cidadãos.

    “As Forças Armadas serão sentidas com força”, afirmou no discurso transmitido pela TV em cadeia nacional. Lasso ofereceu também defesa legal para os policiais e militares que enfrentarem possíveis ações judiciais pelo desempenho de suas funções nos próximos dias.

    O estado de excecção será válido por 60 dias, durante os quais o Exército passará a fazer patrulhas junto com a polícia. “As Forças Armadas participarão do controle operacional da segurança dos cidadãos, da prevenção de delitos e da manutenção da ordem pública e realizarão operações de controle, buscas e apreensões”, disse o presidente.

    Lasso também anunciou o nome do novo ministro da Defesa, o general da reserva Luis Hernández, que assume no lugar de Fernando Donoso, que havia renunciado ao cargo pela manhã.

    O presidente equatoriano complementou sua decisão com a criação de um “comitê de defesa jurídica da força pública” encarregado de defender os policiais ou militares que possam ser processados por cidadãos no contexto de ações de segurança. A medida “visa controlar as circunstâncias que surgiram, restabelecer a convivência pacífica e a ordem pública”, segundo o decreto.

    A medida foi tomada em meio a uma onda de crimes, especialmente na cidade costeira de Guayaquil e em áreas vizinhas. Entre janeiro e agosto, foram registrados 1.427 assassinatos no país, 55 a mais do que em todo o ano de 2020, segundo o Ministério do Interior. O país também vive uma crise de motins em prisões. No fim de setembro, uma rebelião deixou ao menos 118 mortos.

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