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Contrariando Trump, assessores admitem que acordo de paz na Ucrânia ainda está longe

Declarações eram em parte discurso eleitoral, mas também expressam falta de entendimento da intratabilidade do conflito, segundo conselheiros

Por Da Redação
15 jan 2025, 11h09

Dando um choque de realidade à maior promessa de política externa de Donald Trump, que prometeu assinar um acordo de paz a Ucrânia e seu primeiro dia na Casa Branca, assessores do presidente eleito dos Estados Unidos reconhecerem que a guerra ainda levará meses, ou até mais, para ser resolvida. À agência de notícias Reuters, dois conselheiros do republicano disseram nesta quarta-feira, 15, que as declarações eram em parte discurso eleitoral, mas também expressam uma falta de entendimento da intratabilidade do conflito.

A avaliação dos dois conselheiro segue observações do novo enviado especial de Trump para a Rússia e Ucrânia, o tenente-general aposentado Keith Kellogg. Em entrevista à Fox News, na semana passada, ele disse que gostaria de ter uma “solução” para a guerra dentro de 100 dias, muito além do cronograma original do presidente eleito.

+ Trump diz que prepara reunião com Putin para discutir guerra na Ucrânia

Durante a campanha eleitoral, Trump declarou diversas vezes que teria um acordo em vigor entre a Ucrânia e a Rússia em seu primeiro dia na Casa Branca, em 20 de janeiro. No final de outubro, no entanto, ele fez uma mudança sutil em sua retórica e começou a dizer que poderia resolver a guerra “muito rapidamente”.

Na semana passada, o republicano afirmou que prepara uma reunião com Vladimir Putin, mas não deu uma data exata para o encontro. Em resposta, o Kremlin afirmou estar aberto às negociações, mas que nenhum detalhe havia sido confirmado ainda.

Mais cedo, nesta quarta-feira, a Rússia lançou uma nova salva de mísseis e drones contra a Ucrânia, um dia após sofrer o maior ataque aéreo desde o início da guerra. A ação mirou a infraestrutura energética ucraniana, com danos registrados em instalações de gás, em meio ao congelante inverno do Hemisfério Norte.

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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que as forças russas lançaram mais de 40 mísseis e 70 drones. As defesas aéreas ucranianas derrubaram pelo menos 30 mísseis, segundo ele.

Kiev, a capital, também foi atingida. Centenas de moradores se abrigaram em estações de metrô subterrâneas, onde dormiram sobre tapetes de ioga ou em cadeiras dobráveis. O governador da região de Lviv, no oeste da Ucrânia, disse que duas instalações de energia, nos distritos de Drohobych e Stryi, foram danificadas. Na vizinha Ivano-Frankivsk, o governador informou que as defesas aéreas interceptaram ataques russos às instalações. Não houve relatos de feridos.

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