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Chefe da UE decide ir a reunião do Mercosul, aumentando otimismo com acordo

Ursula von der Leyen se reunirá com líderes do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia em Montevidéu nesta quinta-feira, 5

Por Redação 5 dez 2024, 10h05

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, decidiu ir ao Uruguai nesta quinta-feira, 5, para participar da cúpula do Mercosul. Sua presença, antes não confirmada, aumentou o otimismo em relação às chances de aprovação do acordo comercial entre o bloco sul-americano e a União Europeia. Negociado há mais de duas décadas, sua finalização criaria a maior zona de livre-comércio do mundo, abrangendo 780 milhões de pessoas.

“A linha de chegada do acordo UE-Mercosul está à vista”, escreveu von der Leyen em uma publicação na rede social X (antigo Twitter). “Vamos trabalhar, vamos cruzá-la.”

A decisão da presidente da Comissão Europeia de participar da cúpula, que começa nesta quinta-feira em Montevidéu, indica que os negociadores enxergam o acordo entre os blocos como provável, de acordo com fontes familiarizadas com o assunto, afirmou a agência de notícias Bloomberg.

+ Mercosul se reúne no Uruguai sob expectativa de acordo com União Europeia

O pacto que será discutido durante a 65ª cúpula de presidentes do bloco sul-americano em Montevidéu pretende reduzir tarifas e impulsionar o comércio entre os blocos europeu e sul-americano, abrindo mais espaço no mercado europeu para importações da América do Sul, incluindo de produtos agrícolas.

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Acordo UE-Mercosul

As negociações para um pacto comercial entre a UE e o Mercosul se arrastam há cerca de 25 anos. Um acordo chegou a ser anunciado em 2019, mas teve sua formalização bloqueada devido a exigências europeias por garantias mais rígidas contra o desmatamento da Amazônia e compromissos relacionados às mudanças climáticas, no contexto do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No ano passado, pareceu que o texto seria ratificado, enfim. Mas novamente ficou para depois, devido a divergências sobretudo da França, mas também pela troca de governo na Argentina, o segundo maior país do Mercosul, que trocou o governo de esquerda do ex-presidente Alberto Fernández pelo do ultraliberal Javier Milei.

Vários países europeus, como Espanha e Alemanha, são favoráveis ao acordo, argumentando que ele abriria as portas para maiores exportações de carros, máquinas e produtos farmacêuticos europeus à América do Sul.

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A ministra das Relações Exteriores alemã, Annalena Baerbock, disse na terça-feira que a cúpula dos líderes do Mercosul no Uruguai era “provavelmente a última oportunidade” para chegar a um acordo com os países da América do Sul, argumentando que era “essencial” que a UE chegasse a uma conclusão.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que “von der Leyen tem o mandato de fazer esse acordo”, acrescentando que ele pretende “assiná-lo este ano”. Na última manifestação brasileira sobre o assunto, o secretário de Assuntos Econômicos do Itamaraty, Mauricio Lyrio, disse, na segunda-feira 2 que “a última rodada de negociações terminou com avanços importantes”.

“Estamos esperançosos. Questões pendentes estão sendo submetidas aos líderes para serem finalizadas”, afirmou Lyrio.

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Oposição francesa

As negociações têm encontrado forte resistência da França, que receia que as importações agrícolas vindas da América do Sul impactem negativamente os fazendeiros do país.

As ressalvas francesas, no entanto, são criticadas pelos membros do bloco sul-americano (Argentina, Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai) como forma de protecionismo europeu.

Para barrar o acordo, é necessário que ao menos três países da UE que representem mais de 35% da população formem uma minoria. Até o momento, a França é apoiada pela Polônia (a Itália também demonstrou preocupações, mas com menos veemência).

Em contrapartida, há uma coalizão de 11 Estados-membros do bloco europeu a favor do acordo, sob liderança da Alemanha e Espanha, que prega a formação de novas rotas comerciais para reduzir a dependência da China e criar alternativas ao oneroso tarifaço prometido pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que toma posse em 20 de janeiro.

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