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Bolsonaro leva Michelle ao aeroporto e chora após ser impedido de ir à posse de Trump

Ex-presidente se disse "chateado" e reiterou tese de "perseguição política"

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 18 jan 2025, 11h02 - Publicado em 18 jan 2025, 10h29

Impedido de sair do Brasil por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Jair Bolsonaro acompanhou neste sábado, 18, a esposa, Michelle Bolsonaro, ao aeroporto de Brasília, de onde ela viajará para a cerimônia de posse de Donald Trump na Casa Branca, marcada para segunda-feira.

Diante de uma pequena multidão, Bolsonaro chorou e afirmou que “obviamente seria muito boa a minha ida lá” e que está “chateado, abalado, mas enfrento uma enorme perseguição política por parte de uma pessoa”.

Michelle, por sua vez, disse que adversários têm “medinho” do marido e que “Deus vai ter misericórdia da nossa nação”.

Na quinta-feira, Moraes disse não ao pedido de Bolsonaro para ir à posse de Trump. O ex-presidente queria ficar cinco dias em solo americano, mas o ministro disse que há risco de que ele use a oportunidade para fugir do país. A Procuradoria-Geral da República se manifestou também contra o pedido, argumentando que Bolsonaro não faz representação oficial do Brasil e que não há “interesse público” na sua viagem aos EUA.

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O ex-presidente classificou a decisão como uma “grave decepção” e disse ser vítima de “lawfare” — o uso de processos judiciais para instrumentalizar uma perseguição política. Seus advogados recorreram da decisão ainda na quinta-feira.

Bolsonaro está com o passaporte apreendido desde fevereiro, por determinação de Moraes, devido à investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. Ele foi indiciado nesse caso em novembro, mas nega as acusações.

Convidados simbólicos

Espera-se que a posse de Trump reúna uma espécie de “internacional da direita”. A lista, ainda em caráter informal, inclui principalmente aliados ferrenhos do republicano, a exemplo de Javier Milei, da Argentina, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, o húngaro Viktor Orbán e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, cujo polêmico expurgo de gangues criminosas atraiu denúncias de violações de direitos humanos.

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Em vez de Marine Le Pen, a maior representante da direita na França, o convidado para a posse foi o bem menos conhecido Eric Zemmour, um jornalista transformado em político e inimigo do que chama de conquista muçulmana da nação francesa. Enquanto isso, Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelense, não foi chamado, outra atitude instigante.

Não é comum que presidentes de outros países participem da posse no Capitólio, sede do poder legislativo dos Estados Unidos. Na inauguração do atual mandatário, Joe Biden, por exemplo, estiveram presentes apenas ex-presidentes americanos, como Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama. Derrotado, Trump não compareceu ao evento, ao contrário do seu então vice, Mike Pence.

De acordo com Bolsonaro, ele recebeu um convite para a posse de Trump, que apresentou, na semana passada, ao STF para solicitar autorização para o deslocamento. Inicialmente, Moraes pediu a comprovação do convite, já que só havia sido apresentado um e-mail. A defesa de Bolsonaro, por sua vez, afirmou ao ministro que o convite era o próprio e-mail, apontando que o endereço do remetente é utilizado pela organização do evento.

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