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Às vésperas de novo mandato, Trump e Melania entram no mercado de criptomoedas

Lançadas em momento estratégico, os tokens $TRUMP e $MELANIA geram dúvidas sobre transparência e conflitos de interesse

Por Júlia Sofia
20 jan 2025, 14h10

Na véspera do início de seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou o lançamento de sua própria criptomoeda, a $TRUMP. Seguindo os passos do marido, Melania, novamente (e a contragosto) primeira-dama, também fundou seu próprio ativo, chamado $MELANIA, no domingo 19, a poucas horas dele voltar à Casa Branca.

Ambas as moedas, classificadas como “memecoins”, chegaram ao mercado em um momento estratégico, enquanto Trump promete transformar seu governo em um “paraíso cripto”. Com o anúncio de Melania, o valor do $TRUMP, lançado dois dias antes, sofreu uma queda no mercado. No fim de semana, chegou a ultrapassar os 70 dólares, mas caiu para 40 dólares logo depois. Agora, o token $TRUMP se estabilizou em torno de 60 dólares (R$ 360), enquanto o $MELANIA está cotado pouco acima de 12 dólares (R$ 72).

Promessas de desregulamentação

Apesar de ambos ativos não se apresentarem como “uma oportunidade de investimento” em seus sites oficiais, a concentração das criptomoedas nas mãos de Trump levanta preocupações. Sua família controla 80% dos tokens $TRUMP, sujeitos a um cronograma de liberação ao longo de três anos. Para críticos, o projeto pode ser menos uma inovação financeira e mais uma tentativa de lucrar com a popularidade do nome do novo presidente.

Além disso, Trump prometeu demitir Gary Gensler, presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), um crítico das criptomoedas. Ao assumir o cargo, o chefe da Casa Branca se tornará responsável por moldar a política regulatória do setor, e a possibilidade de desregulamentação pode gerar ganhos financeiros para ele, sua família e sua equipe.

Críticas de todos os lados

O ex-presidente da SEC e advogado de ética Richard Painter criticou a situação, afirmando à emissora americana CNN que “não há precedentes para um chefe de Estado lançar uma criptomoeda pessoal enquanto ainda ocupa o cargo”. O deputado democrata da Califórnia Ro Khanna, por sua vez, disse em uma publicação no X, antigo Twitter, que autoridades eleitas “devem ser proibidas por lei de ter memecoins”, descrevendo-as como “altamente especulativas e semelhantes a jogos de azar”.

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A crítica também veio de membros da própria comunidade cripto. “Trump possuir 80% (dos tokens) e cronometrar o lançamento horas antes da posse é predatório, e muitos provavelmente serão prejudicados por isso”, disse Nick Tomaino, um ex-executivo da Coinbase, em uma publicação no X.

Embora o presidente dos Estados Unidos não seja legalmente proibido de lucrar com suas próprias criptomoedas enquanto ocupa o cargo, a proximidade do lançamento do $TRUMP com sua posse e as promessas de desregulação do mercado tornam a situação mais delicada.

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