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“A notícia me deixou anestesiado”, diz amigo de George Floyd

O pastor evangélico Patrick Ngwolo, 40 anos, é liderança negra em Houston, no Texas

Por Ernesto Neves 5 jun 2020, 06h00 • Atualizado em 4 jun 2024, 14h23
  • Liderança negra em Houston, no Texas, o pastor evangélico Patrick Ngwolo, 40 anos, foi tomado por um sentimento de culpa e tristeza. Estava tão preocupado em atender a avalanche de ligações naquele 25 de maio que nem prestou atenção à efervescência do noticiário. De longe, entendeu tratar-se de um negro assassinado pela polícia e, “anestesiado” pela recorrência de casos assim, não parou para ver que a vítima era George Floyd — ou Big Floyd, como o chamava —, frequentador de sua igreja e amigo. Patrick falou por telefone com a repórter Maria Clara Vieira.

    Como George Floyd foi parar em sua igreja? Em 2010, a figura gigante apareceu em um show beneficente. Ele morava em uma região violenta, dominada por gangues, e acabou me ajudando a desenvolver um trabalho lá.

    Como recebeu a notícia de sua morte? Foi um horror. Fiquei chocado comigo mesmo ao perceber que o fato de um rapaz negro ter sido morto não fora o bastante para eu interromper os compromissos do dia. A verdade é que estamos acostumados a esse tipo de barbaridade. Quando soube que era Floyd, desabei.

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    Acredita que ele estava praticando um pequeno golpe, como a polícia alegou? Todo homem pode se corromper em algum momento. Mas, mesmo o mais corrupto deles, merece um julgamento justo. A execução de Floyd foi uma selvageria, e a forte reação a ela, em resposta rápida e coletiva, é um sinal de que a humanidade não tolera mais atos como esse.

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    A morte de Floyd pode ajudar a virar a página do racismo? Desde que as pessoas realmente parem para refletir sobre o absurdo que ela representa, sim, talvez possa mudar alguma coisa. Muita gente também precisa aprender a pedir desculpas, a começar pelo presidente Donald Trump. O uso que ele faz da Bíblia para justificar a violência de Estado é um equívoco. A igreja, por sua vez, deveria se envolver na luta contra o racismo ao invés de se perder em meio à polarização.

    Publicado em VEJA de 10 de junho de 2020, edição nº 2690

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